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Autossabotagem: saiba como reconfigurar o cérebro e romper o ciclo

Metrópoles por Metrópoles
22/11/2025
em Saúde
Tempo de leitura: 5 minutos
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Foto: PASIEKA / Getty Images

Foto: PASIEKA / Getty Images

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A autossabotagem costuma aparecer de forma silenciosa: quando você adia uma tarefa importante, evita uma oportunidade ou desiste de um plano que desejava há muito tempo. À primeira vista, parece apenas falta de vontade ou disciplina. Mas, segundo especialistas, o processo é muito mais profundo.

Esse tipo de comportamento que acontece dentro do cérebro nada mais é do que uma disputa constante entre estruturas emocionais e racionais — um conflito que molda decisões, comportamentos e até a forma como lidamos com desafios.

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O psicólogo Yuri Busin explica que esse embate ocorre principalmente entre a amígdala, região ligada ao medo e à autoproteção, e o córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento e pela tomada de decisão.

“A autossabotagem é uma briga entre o emocional e o racional. A amígdala reage primeiro e tenta poupar energia, empurrando a pessoa para aquilo que é mais automático e menos desconfortável”, afirma.

A busca por segurança imediata faz com que o cérebro evite mudanças — mesmo quando elas são essenciais para o crescimento pessoal. Quando o corpo interpreta uma situação nova como ameaça, a tendência é fugir.

É aí que, segundo a neuropsicóloga do Hospital Sírio-Libanês, Sandra Schewinsky, entra o sistema límbico — o circuito das emoções. Ele reage antes do pensamento racional, ativando sinais de alerta diante de desafios como uma promoção no trabalho, um encontro importante ou um novo projeto.

“O córtex pré-frontal interpreta essa emoção como risco e pode optar pela esquiva. Além disso, o circuito de recompensa participa ativamente do processo”, explica.

Regiões como o núcleo accumbens (parte do cérebro que funciona como a interface entre a motivação e a ação) liberam dopamina quando a pessoa evita a tarefa temida, gerando um alívio rápido.

Essa sensação agradável no curto prazo reforça o comportamento, criando um ciclo de repetição: esquiva, alívio imediato e, depois, culpa ou frustração — que alimentam ainda mais a autossabotagem.

Ilustração mostra mulher cortando o chão ao seu redor, representando autossabotagem - Metrópoles
A autossabotagem é capitaneada, principalmente, por várias partes do cérebro

Autossabotagem e memórias emocionais

Experiências marcadas por medo, fracasso ou vergonha ficam registradas de forma intensa no sistema límbico. Sempre que o cérebro encontra uma situação parecida, ele ativa o alerta de perigo para evitar que algo “se repita”.

Para Sandra, esse mecanismo de defesa, quando não revisitado, impede que novas oportunidades sejam vividas. As rotas emocionais antigas consomem menos energia e por isso são acionadas automaticamente, mesmo quando nos afastam de nossos objetivos.

Apesar desse cenário, ambos os especialistas reforçam que é possível reconfigurar o cérebro. E não existe mágica: o processo envolve neuroplasticidade — a capacidade que o sistema nervoso tem de modificar conexões e criar novos circuitos. Isso acontece por meio de repetição, esforço e experiências positivas, seja na psicoterapia, na autorreflexão ou em treinos comportamentais.

“A mudança não é da noite para o dia. Aos poucos, conexões antigas vão sendo enfraquecidas e novas redes começam a se fortalecer”, explica Yuri.

Pequenas vitórias diárias ajudam a consolidar essas transformações e tornam os comportamentos mais adaptativos. Mas há um inimigo comum desse processo: o estresse crônico. Ele altera a arquitetura cerebral, reduz a eficiência do córtex pré-frontal e hiperativa a amígdala.

Com isso, o cérebro entra em modo de sobrevivência, privilegiando decisões rápidas, impulsivas e baseadas em medo — exatamente o ambiente ideal para a autossabotagem prosperar.

“Sob estresse, fica muito mais difícil implementar novos hábitos”, reforça Sandra. Por isso, tratar ansiedade, depressão e esgotamento emocional é parte essencial da mudança.

Os sinais de que alguém está saindo do ciclo da autossabotagem não são neurológicos, mas comportamentais. Iniciar uma tarefa mesmo com desconforto, evitar menos as situações desafiadoras, manter consistência em pequenas ações e transformar gatilhos antigos em aprendizado são indicativos de que novas conexões neurais estão se formando.

Quando isso acontece, o cérebro se torna menos reativo e mais flexível — e a sensação de autoeficácia começa a crescer. No fim das contas, romper a autossabotagem não exige perfeição, e sim constância.

Passo a passo, o cérebro aprende que o esforço vale a pena. E esse processo, lento, mas poderoso, é o que permite que novos caminhos sejam criados — caminhos que, com o tempo, deixam de parecer ameaça e se tornam parte natural da vida.

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