Uma urna funerária encontrada pelo povo Javaé, na Aldeia Canoanã, na Ilha do Bananal, no Tocantins, passará por estudos técnicos que podem ajudar a identificar o contexto arqueológico do objeto.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou uma visita técnica à região em fevereiro, após ser notificado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
O acionamento das instituições partiu do próprio povo Javaé. A partir disso, o Iphan realizou uma missão técnica à ilha. Após diálogo com as lideranças indígenas e acordo com a Funai, a foi recolhida e passará por análise especializada no Núcleo Tocantinense de Arqueologia (Nuta), da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).
O g1 questionou o Iphan sobre o prazo para a divulgação do resultado das análises. Até a última atualização desta reportagem, não havia retorno.
Segundo Danilo Curado, superintendente do Iphan no Tocantins, o trabalho demonstra a importância da cooperação entre as comunidades tradicionais e as instituições públicas.
“Permitindo que esse material seja estudado com rigor técnico e que possamos ampliar o conhecimento sobre a história e a ocupação humana na região da Ilha do Bananal”, explicou.
Segundo o Iphan, atuação integra as competências institucionais na proteção salvaguarda do patrimônio arqueológico brasileiro.





