A série nacional “Maria e o Cangaço” estreou no Disney+ nesta sexta-feira (4) e contou com muita dedicação dos atores para alcançar o resultado desejado. Em entrevista à CNN, Isis Valverde e Júlio Andrade dividiram detalhes da preparação antes e durante as gravações.
O ator conhecido por seu trabalho em “Sob Pressão” menciona que no começo tem um estudo individual, focado em ler e assistir muita coisa relacionada ao personagem. Em seguida, acontece o encontro com o elenco e a viagem para Cabaceiras, na Paraíba, onde a série foi gravada.
Júlio ainda acrescenta que no local, todo mundo conhece e fala muito de Maria Bonita e do Lampião e que naturalmente, eles iam absorvendo detalhes. “A gente é muito curioso, a gente é ator, então vai sem querer, você vai pegando trejeitos, jeito de falar e isso vai sendo construído a medida que você vai fazendo”, menciona.
Isis, por sua vez, comentou sobre a importância da organicidade e cita o exemplo de que uma simples forma de andar foi repetida diversas vezes, até que o ato se tornasse natural.
“A gente teve um trabalho físico muito forte também, muito potente, para poder aguentar o tranco no cangaço, no calor assim”, lembra Júlio, acrescentando que a pressão chegava a abaixar e que eles usavam um pano gelado na cabeça e colocavam água no pulso, porque o corpo não estava acostumado com essas condições.
“De repente você está com uma roupa, com uma armadura e você vai para o meio do sol assim, então tem que ter uma preparação para isso e a gente se preparou fisicamente para isso também”, explica.
Nas redes sociais, Isis Valverde já havia compartilhado um vídeo sobre a caracterização para se transformar em Maria Bonita, nos anos 1930. Em conversa com a CNN, ela explica que todo o processo podia levar até duas horas e que envolvia muitos processos.
Juntos, os atores ainda contam que eles usaram próteses nos dentes, de nariz e até de unha, além de perucas e uma lente em um dos olhos de Júlio Andrade.
Em “Maria e o Cangaço”, o foco da narrativa é a Maria Bonita, que compartilha os desafios de viver dividida entre a vida fora da lei e o desejo impossível de viver em família e tornar a maternidade uma realidade diária.
Inspirada no livro “Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço”, de Adriana Negreiros, a nova série é baseada na história real de Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita e que foi a primeira mulher a integrar um grupo de cangaceiros. Ao contrário da maioria, ela era alfabetizada e ingressou no cangaço por opção.