O Tocantins registrou o melhor desempenho na correção da distorção idade-série no Ensino Médio entre os estados da Região Norte. Dados do Censo Escolar 2025 apontam que, entre 2022 e 2025, a taxa na rede estadual caiu de 23,7% para 10,8%, evidenciando um avanço consistente na trajetória escolar dos estudantes. As informações integram o levantamento anual da educação básica realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Com uma das reduções mais expressivas da região, o índice de 10,8% coloca o estado em posição de liderança, à frente de Pará (30,7%) e Amapá (33,5%) no Ensino Médio. O resultado reflete a efetividade das políticas de correção de fluxo, recomposição das aprendizagens e fortalecimento da permanência escolar implementadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
No Ensino Fundamental, impulsionado principalmente pelos resultados dos anos finais, o Tocantins também apresentou avanços relevantes, alcançando taxa de 12,3%, ficando atrás apenas de Rondônia (11,0%) entre os estados analisados.
Para o coordenador estadual do Censo Escolar da Seduc, Josenilson Vieira dos Anjos, os indicadores são resultados do planejamento estratégico e do monitoramento contínuo desenvolvido pela rede estadual de ensino.
“Conseguimos reduzir praticamente pela metade a distorção no Ensino Médio em apenas três anos. Isso demonstra que as estratégias de correção de fluxo e o acompanhamento sistemático estão funcionando. O desafio é garantir que esse avanço seja sustentado desde os anos iniciais, para que o estudante chegue ao Ensino Médio sem acúmulo de atraso”, afirmou.
Conclusão na idade certa amplia oportunidades
Os resultados impactam diretamente a trajetória dos estudantes, que passam a concluir o Ensino Médio na idade apropriada, com menos interrupções e maior perspectiva de continuidade dos estudos ou inserção qualificada no mundo do trabalho, como enfatiza o titular da Seduc, Fábio Vaz.
“O Tocantins demonstra que é possível enfrentar a distorção idade-série com planejamento e ação pedagógica consistente. Reduzir o índice do Ensino Médio de 23,7% para 10,8% em três anos significa garantir que mais jovens concluam essa etapa na idade adequada, com mais oportunidades no futuro. Estamos trabalhando para fortalecer também os anos iniciais, priorizando a alfabetização na idade certa e as ações para assegurar a permanência com qualidade e equidade em toda a trajetória escolar”, reforçou o secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz.
Planejamento estratégico
Os resultados alcançados estão diretamente relacionados às ações implementadas pelo Programa de Fortalecimento da Educação (PROFE). Com o programa de correção de fluxo Avança Mais, a Seduc atua na redução do atraso escolar, com estratégias voltadas à recomposição de conteúdos e à progressão adequada dos estudantes. Em paralelo, o Aprova Brasil intensifica o desenvolvimento das competências em leitura e matemática, com materiais alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), assegurando maior consistência pedagógica e foco nos resultados.
Reforçando a permanência, a Bolsa Presente, Profe! garante apoio financeiro a alunos do tempo integral e estimula a frequência e a conclusão dos estudos. Já a ampliação da oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, a expansão das escolas de tempo integral e do programa Jornada Escolar Ampliada tornam o ambiente escolar mais atrativo e conectado às perspectivas de inserção no mundo do trabalho.
Somam-se a isso iniciativas como o Busca Ativa Escolar, que atua na reintegração de estudantes infrequentes, e o Programa de Recomposição das Aprendizagens, voltado ao suporte pedagógico de alunos com defasagens, consolidando uma política integrada de enfrentamento ao atraso e à evasão escolar.






