Dez anos após o álbum que mudou os rumos de sua carreira, Tiago Iorc retoma Troco Likes com um novo projeto, lançado na última semana, e anuncia uma turnê nacional no segundo semestre de 2026, com passagem por cidades como Brasília, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.
Em entrevista ao Metrópoles, o cantor refletiu sobre o impacto do disco, as novas parcerias e a relação com o público ao longo da última década.
Lançado em 2015, Troco Likes marcou uma virada na trajetória do artista, ao consolidar suas produções autorais. O trabalho rendeu um Grammy Latino e emplacou sucessos como Amei Te Ver e Coisa Linda, que seguem entre os mais ouvidos do repertório.
Ao revisitar o álbum, Iorc afirma que enxerga o passado com afeto. “Eu enxergo ele com muito amor. Eu vejo que aquele Tiago, que tinha suas limitações, suas dificuldades, tinha uma vontade muito grande de se conectar com as pessoas. Esse álbum foi realmente um símbolo dessa vontade. A partir dele, muita gente me conheceu, muitas portas se abriram”, conta.
O novo disco, Troco Likes – 10 anos, reúne releituras de faixas marcantes com participações de artistas como Ney Matogrosso, Iza, Marina Sena, Jota.pê, Menos é Mais e até Mundo Bita.
Segundo o cantor, a escolha dos convidados partiu de afinidade artística e pessoal: “Essas escolhas foram muito baseadas em artistas que tinham a ver com o meu sentir, com o meu sentimento. Pessoas que eu admiro ou com quem eu tinha vontade de colaborar.”
O projeto também abre espaço para uma nova geração, como a cantora baiana Melly e o trio carioca Os Garotin. “O Brasil é um grande celeiro de talentos. Eu quis passear por diferentes nuances, estilos, lugares e gerações”, afirma.
Cada parceria musical tem sua própria capa de single, feita a lápis de cor pelo artista Nestor Canavarro, retratando os artistas com um largo sorriso marcado por pregadores, uma reedição da capa de 2015.
Ele não descarta participações especiais nas apresentações pelo país, mas evita promessas. “Quando for possível, eu vou adorar ter a participação de quem está no álbum ou até de quem não está.”
O cantor também comentou as mudanças na relação com as redes sociais, tema que inspirou o disco original. Para ele, houve uma transição de uma lógica de validação para uma busca por autenticidade.
“Eu senti que existia um excesso de estímulo que estava me contaminando, nessa busca por reconhecimento. Hoje, eu vejo um movimento mais voltado para a verdade, para a individualidade. É isso que permite mais conexão.”







