Com a virada do ano, empresas revisam o planejamento e definem metas para 2026. Entre os principais objetivos estão a expansão das operações, a redução de custos e o aumento da lucratividade. Na prática, porém, transformar essas metas em resultados ainda é um desafio para boa parte do setor empresarial. Uma pesquisa da Serasa, realizada em junho de 2025 com mais de mil brasileiros, mostrou que apenas quatro em cada dez conseguiram cumprir os planos financeiros definidos no início do ano. O cenário se repete no ambiente corporativo.
Segundo a contadora e especialista tributária Andressa Garcia, da Aliança Assessoria Contábil e Financeira, muitas empresas falham ao não transformar metas em ações claras, mensuráveis e acompanhadas de forma contínua. De acordo com a especialista, o primeiro passo é realizar um diagnóstico financeiro completo. A análise deve ir além de uma revisão superficial dos números.
“É essencial identificar se a empresa gera caixa de forma consistente ou apenas aparenta lucro, além de verificar o nível de endividamento e possíveis passivos ocultos, inclusive tributários. O diagnóstico deve considerar indicadores como liquidez, endividamento, margem operacional e ciclo financeiro. Esses dados orientam decisões sobre crescimento, corte de custos ou necessidade de reestruturação de dívidas antes de novos investimentos”, afirma Andressa.
Outro ponto central é a análise da situação tributária. Ignorar o impacto dos impostos ou operar em regime fiscal inadequado pode elevar custos e comprometer os resultados. Essa avaliação deve ser feita com apoio do contador ou consultor tributário e anteceder qualquer decisão de expansão ou mudança no modelo de negócios.
Para a especialista, empresas que terão melhor desempenho em 2026 são aquelas que tratam o planejamento como rotina. “Metas só se tornam realidade quando há diagnóstico financeiro, planejamento tributário adequado, controle constante e envolvimento da equipe”, destaca. Nesse cenário, 2026 pode deixar de ser apenas um ano de intenções e se tornar um período de resultados concretos, desde que a gestão seja contínua, técnica e baseada em dados.






