O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro de 2026 foi de 0,33 %, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupos grupos pesquisados, apenas os de vestuário (-0,25) e habitação (-0,11%) registraram recuo. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10/2).
Em janeiro de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi o de transportes que acelerou 0,60%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por 0,12 ponto percentual da inflação de todo o mês.
A alta foi puxada pelos combustíveis, que tiveram variação de 2,14%. A gasolina teve o maior impacto individual do mês, de 0,10 ponto pencentual, subindo 2,06% em janeiro.
A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).
Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, a gasolina apresenta peso de 5,07% na composição do IPCA, o que representa impacto no cálculo final do índice.
Ele avaliou também que, a partir do começo de janeiro, houve reajuste no valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que impactou o preço final dos combustíveis para os consumidores.
Por outro lado, o grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, levando em consideração a redução de 2,73% na energia elétrica residencial.
A principal motivação é a mudança da bandeira tarifária de amarela em dezembro, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos, para verde em janeiro, sem custo adicional para os consumidores.
Variação de cada grupo em janeiro:
- Alimentação e bebidas: 0,23%
- Habitação: -0,11 %
- Artigos de residência: 0,20 %
- Vestuário: -0,25%
- Transportes: 0,60%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,70%
- Despesas pessoais: 0,41%
- Educação: 0,02%
- Comunicação: 0,82%
Previsão anual
No acumulado de 12 meses, a inflação tem alta de 4,44%. Em janeiro, o índice apresentou alta de 0,33%, contra alta de 0,16% no mesmo mês de 2025.
Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 3,97%. O governo espera um índice de 3,6%.






