O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos, TO) assinou o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, CPMI, que pretende investigar denúncias envolvendo o Banco Master.
As apurações preliminares apontam para um esquema de fraudes estimado em mais de R$ 12 bilhões, com suspeitas que incluem irregularidades em operações financeiras, concessão de crédito sem lastro, manipulação contábil e possíveis conexões político institucionais.
Segundo o parlamentar, o caso exige uma resposta do Congresso Nacional diante do impacto das denúncias sobre o sistema financeiro.
“Estamos falando de um esquema bilionário que causou prejuízos enormes ao sistema financeiro e à sociedade. A CPMI é fundamental para esclarecer os fatos e garantir a responsabilização de todos os envolvidos, independentemente de onde estejam, seja no setor privado ou em qualquer Poder da República”, afirmou Ayres.
A justificativa do requerimento menciona indícios de uma sofisticada engenharia financeira, que teria envolvido a falsificação de contratos, a criação de ativos inexistentes e tentativas de transferência de passivos para instituições financeiras estatais, o que poderia resultar na socialização de prejuízos privados com recursos públicos.
O texto também destaca riscos a fundos previdenciários e regimes próprios de previdência que teriam adquirido ativos ligados ao banco, o que poderia comprometer aposentadorias e pensões de servidores públicos.
Além disso, a CPMI pretende apurar a atuação de agentes públicos, eventuais omissões regulatórias e possíveis pressões sobre órgãos de fiscalização, incluindo questionamentos sobre a preservação da autonomia do Banco Central.
Com a assinatura de Ricardo Ayres, o requerimento alcançou o número mínimo de apoios necessários para ser protocolado. De acordo com interlocutores do autor da proposta, deputado Carlos Jordy, o pedido já conta com 232 assinaturas, sendo 198 de deputados e 34 de senadores.
A expectativa é de que a CPMI seja instalada após o retorno dos trabalhos do Congresso Nacional, previsto para o dia 2 de fevereiro, quando o requerimento deverá ser lido em sessão conjunta, etapa necessária para a definição da presidência, da relatoria e do plano de trabalho da comissão.






