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Retro Walking: a estranha prática de caminhar para trás na esteira

Caminhada reversa melhora coordenação, postura, equilíbrio e trabalha músculos pouco demandados na caminhada convencional, mas deve ser praticada com supervisão

Da Redação por Da Redação
27/05/2025
em Saúde
Tempo de leitura: 3 minutos
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Andar para trás na esteira é recomendado para reabilitação, treinos funcionais e treinos voltados para a prática de certos esportes crédito: Freepik

Andar para trás na esteira é recomendado para reabilitação, treinos funcionais e treinos voltados para a prática de certos esportes crédito: Freepik

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Além de ser um exercício extremamente democrático que pode ser feito pela maioria das pessoas, a caminhada traz uma série de benefícios para a saúde. “A caminhada melhora a saúde cardiovascular e diminui o risco de doenças como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer, além de ser capaz de reduzir dores e retardar o dano na articulação em pessoas com artrose”, explica o ortopedista, especialista em joelho e traumatologia esportiva e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Marcos Cortelazo.

Mas uma nova modalidade desse consagrado exercício tem ganhado popularidade nas redes sociais e conquistado adeptos: a caminhada para trás, retro walking ou caminhada reversa, realizada na esteira. “E andar de costas na esteira também pode trazer benefícios, dependendo dos seus objetivos. A prática é recomendada especialmente em três situações: reabilitação, treinos funcionais e treinos voltados para a prática de certos esportes”, diz o médico.

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Segundo o ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e mestre em biomecânica do aparelho locomotor (bioengenharia) pela USP, Fernando Jorge, a caminhada reversa contribui para melhorar a coordenação, postura e equilíbrio, pois exige mais da propriocepção.

“A propriocepção é a capacidade do corpo de sentir a sua posição e movimentos, permitindo que o cérebro saiba onde o corpo está no espaço”, detalha o médico. Outro grande benefício da prática está no fato de recrutar músculos que normalmente não são trabalhados durante a caminhada convencional.

“Os principais grupos musculares trabalhados durante a retro walking são os músculos isquiotibiais, glúteos e músculos estabilizadores da lombar. Já ao caminharmos de frente utilizamos mais o quadríceps, os músculos do core, como abdômen e lombar, os músculos ísquiotibiais e os glúteos”, explica Marcos Cortelazo.

Inclusive, essa maior ativação muscular, principalmente das pernas, é cientificamente comprovada, assim como também existem evidências de que esse tipo de exercício pode melhorar a coordenação motora e ajudar na reabilitação de lesões nos membros inferiores. “É um exercício que pode ajudar em momentos de reabilitação, pois caminhar para trás não causa o mesmo impacto nas articulações que a prática convencional de caminhada”, pontua Fernando Jorge.

Marcos ressalta que a realização da caminhada reversa pode ser especialmente interessante para atletas que precisam melhorar suas habilidades, pessoas que buscam aprimorar suas habilidades funcionais e como parte da fisioterapia de pacientes que estão em recuperação de cirurgias ou lesões.

“Contudo, em pessoas com dificuldades ou problemas de equilíbrio, como idosos, há risco de queda, então não é recomendado”, alerta o médico. Mas o risco de queda não é o único, e Fernando Jorge ainda acrescenta outras contraindicações: “Pessoas com histórico de lesões articulares, especialmente nas articulações do joelho e tornozelo, devem evitar o exercício ou pelo menos adaptá-lo. Já indivíduos com condições preexistentes, como problemas nos discos intervertebrais da coluna, pode haver um risco de agravamento da dor nas costas, devido à posição e ao esforço de estabilização exigido pela caminhada para trás”, pontua.

Apesar dos benefícios da caminhada reversa, principalmente em termos de ativação muscular e melhorias na coordenação e equilíbrio, é importante adotar alguns cuidados para evitar quedas e sobrecarga nas articulações. “É importante buscar a orientação de um profissional para garantir a execução correta do movimento e prevenir lesões, especialmente no caso de iniciantes ou pessoas com limitações físicas. Além disso, procure um ambiente seguro e controlado, como uma academia, e progrida gradualmente, começando com sessões curtas e aumentando aos poucos a duração e a intensidade conforme seu corpo se adapta”, reforça Fernando Jorge.

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