O Grupo Diamante do Tocantins teve seu pedido de recuperação judicial deferido, diante de dificuldades financeiras que vieram após problemas causados por eventos climáticos, afirmou a empresa em nota. A companhia atua na produção, beneficiamento e comercialização de grãos, com destaque para arroz, soja e feijão.
O passivo total é estimado em cerca de R$ 500 milhões. Entre os principais credores estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Fertilizantes Tocantins.
“Perdas de safra provocadas por eventos climáticos afetaram a operação. O excesso de chuvas entre 2022 e 2023, e a seca prolongada a partir de 2023 reduziram a produtividade e elevaram os custos, impactando o fluxo de caixa e gerando descasamento entre receitas e obrigações”, disse a empresa à reportagem.
A companhia também cita o ambiente de juros elevados e a restrição de crédito como fatores que pressionaram sua estrutura financeira.
O pedido de recuperação judicial foi deferido no dia 25 de março. O processo é conduzido pela Quist Investimentos e pelo escritório RM2F Advogados, especializados em reestruturação no agronegócio.







