A safra de laranja em São Paulo e no Triângulo/Sudoeste Mineiro na safra 2025/26, maior parque citrícola do mundo, foi de 292,94 milhões de caixas de 40,8 kg, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Esse volume é 26,9% maior que a temporada 2024/25, de 230,87 milhões de caixas, e 6,9% menor do que a projeção inicial, de 314,60 milhões de caixas, divulgada em maio de 2025.
Segundo o Fundecitrus, o déficit hídrico ao longo do ciclo, e o efeito da alta incidência de greening, uma doença bacteriana sem cura, no cinturão, associados à colheita mais tardia do que o habitual, devido principalmente à elevada proporção de frutos de segunda florada, contribuíram para a redução do peso dos frutos e para o aumento da taxa de queda em relação à estimativa inicial.
A perda de produção decorrente da queda prematura de frutos foi estimada em 88,49 milhões de caixas, o equivalente a 23,2% da produção, acréscimo de 3,2% em relação à projeção realizada em maio de 2025. O principal motivo dessa perda na safra foi o greening, responsável por 49,59 milhões de caixas, cerca de 13% da produção total.
Considerando o tamanho médio dos frutos colhidos em todas as variedades, o número de laranjas necessárias para completar uma caixa de 40,8 kg aumentou de 258 (158 gramas por fruto) para 266 frutos (153 gramas por fruto).
O grupo de variedades Valência e Folha Murcha apresentou aumento da taxa de queda para 26%, correspondendo a 0,4% acima do projetado na última estimativa, enquanto a variedade Natal registrou taxa de queda de 28,8%, 0,3% superior à reestimativa de fevereiro.







