O preço do boi gordo em São Paulo encerrou o primeiro mês de 2026 em alta. Segundo a Scot Consultoria, a cotação nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado pecuário, fechou a sexta-feira (30/1) em R$ 326 a arroba para o pagamento a prazo, uma alta de 2,2% desde o início de janeiro. Na comparação diária, houve aumento de R$ 1. Já o valor do “boi China” subiu 2,5% em janeiro, alcançando R$ 330 no último dia útil do mês.
No entanto, a Scot alerta que o preço médio, considerando o boi destinado ao mercado interno, recuou em janeiro em relação a dezembro. A referência, já a descontar todos os impostos, ficou em R$ 313,21 por arroba, queda de 0,9% em relação ao mês anterior e recuo de 1% em relação a janeiro de 2025.
Já o preço médio do bezerro de desmame em São Paulo fechou janeiro em R$ 2.898,13 por cabeça, um aumento de 0,1% em relação a dezembro e de 12,9% na comparação anual. Em termos nominais, este é o segundo maior preço desde fevereiro de 2022, informa a Scot.
Nessa movimentação, o poder de compra do pecuarista recuou, comenta Felipe Fabbri, consultor de mercado da Scot Consultoria. “Hoje ele compra 1,55 cabeça de bezerro com um boi gordo de 20 arrobas, enquanto em dezembro de 2025 esse valor era de 1,62 e, em janeiro de 2025, o valor era de 1,75”, destaca.
O compra atual é o menor desde outubro de 2021, quando o pecuarista comprava 1,54 cabeças de bezerro por boi gordo negociado. “Para o criador invernista, o momento está pouco propício e, para o curto e médio prazo, a nossa expectativa é que esse poder de compra siga impactado, refletindo uma menor oferta de bezerros no mercado pecuário ao longo do ano de 2026”, destaca Fabbri.






