A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em uma ação conjunta com as polícias Civil e Militar do estado do Paraná, prendeu nesta quarta-feira (7/1) três homens suspeitos do roubo de caminhão que causou um acidente com seis mortes na BR-116, na altura de Campina Grande do Sul (PR). A Guarda Municipal local também participou da ação policial.
O roubo e acidente ocorreram na madrugada da segunda-feira (5/1), por volta das 3h45. Segundo a PRF, os suspeitos, que estavam em outro veículo de carga e abordaram um caminhão que transportava queijos. Durante o roubo, o caminhão de queijo teve dispositivos de segurança desativados e passou a andar de forma desgovernada, em marcha a ré com os faróis apagados.
O caminhão acabou colidindo uma van que transportava 21 pessoas, deixando seis mortos e quatro feridos. Os suspeitos foram identificados com base na análise de imagens, cruzamento de informações e uso de ferramentas de inteligência.
Segundo o superintendente da PRF no Paraná, Fernando César Oliveira, um outro caminhão havia sido assaltado cerca de uma hora antes da abordagem que resultou no acidente, e foi utilizado no segundo assalto, com o primeiro caminhoneiro de refém.
“Um primeiro assalto ocorreu cerca de uma hora antes, a outro caminhão. O caminhoneiro mantido refém naquele caminhão (vítima do primeiro assalto) e é forçado a dirigir o veículo prensando o segundo caminhão, com queijo. Na sequência eles liberam o caminhoneiro vítima do primeiro assalto, porque já tinham feito o transbordo da carga de eletrônicos. Nesse momento, acontece o bloqueio do caminhão e ele vindo de ré, na direção contrária do fluxo da BR-116. Houve um caminhoneiro que conseguiu desviar, mas infelizmente o motorista da van não conseguiu fazer a mesma coisa.”, relatou o Superintendente.
Oliveira diz que a ocorrência foi “uma das mais violentas da história das rodovias federais do Paraná.”.
Um dos homens foi localizado em São José dos Pinhais (PR), e os outros dois em Campina Grande do Sul. Eles irão responder pelos crimes latrocínio e organização criminosa. As investigações continuam em andamento.





