O Partido Liberal (PL) avalia filiar e lançar a primeira-dama de Macapá (AP), Rayssa Furlan, nas eleições ao Senado deste ano. A médica é casada com Dr. Furlan (MDB), que é o principal adversário no Estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A movimentação foi mostrada por anotações do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). O Metrópoles teve acesso ao material, intitulado de “situação nos estados”, feito ao longo de reuniões da cúpula do PL, como o presidente Valdemar Costa Neto, e políticos que participam da estratégia de campanha do senador.
Atualmente, Rayssa Furlan é filiada ao Podemos e chefia o diretório do Amapá. A presidente do partido, Renata Abreu, se reuniu no começo da semana com Valdemar Costa Neto. Pouco depois, algumas trocas nos estados foram feitas para viabilizar alianças.
Por exemplo, o Podemos filiou o ex-ministro de Bolsonaro, Gilson Machado, que deixou o PL no início do ano, como também alguns vereadores do Rio Grande do Sul para costurar o apoio à pré-candidatura de Zucco (PL) ao governo do Estado.
O nome da primeira-dama da capital amapaense desponta no topo das intenções de voto para o Senado, que renovará 2 das suas cadeiras por Estado nestas eleições.
Se confirmada, a mudança pode viabilizar um palanque para Flávio Bolsonaro no Amapá, que teria como adversário o presidente do Senado, de quem tem tentado se aproximar nas últimas semanas.
Disputa ao Senado no Amapá
- Rayssa Furlan (Podemos) – 33%
- Randolfe Rodrígues (PT) – 20%
- Lucas Barreto (PSD) – 14%
- Waldez Goes (PDT) – 8%
- Acácio Favacho (MDB) – 6%
- Nulo/Branco – 6%
- Não soube/Não respondeu – 13%
A pesquisa instituto Real Time Big Data, divulgada em 10/2, entrevistou 2.000 pessoas no Amapá entre 7 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A mesma pesquisa coloca Dr. Furlan com 66% nas intenções de voto para o governo do Amapá, contra o atual governador Clécio Luís (União Brasil), o principal aliado de Alcolumbre no Estado. Em um esforço pela reeleição, o atual governador deixou o Solidariedade e se filiou ao partido do presidente do Senado.
O grupo político de Alcolumbre tem feito uma investida para ampliar alianças à frente das eleições deste ano.
Em meados de fevereiro, o presidente do Senado participou do ato de filiação do prefeito de Porto Grande, Elielson Moraes, que deixou o MDB, de Furlan, para se filiar ao União Brasil, de Alcolumbre.
No ato, o senador disse que o “Amapá é União” em referência ao nome do partido, e disse que está na hora de acabar com “agressões” na política.







