É grande a preocupação da base palaciana mais próxima do governador Wanderlei Barbosa com a composição das chapas de deputados estaduais e federais do Republicanos. Na avaliação desse grupo “da cozinha” de Wanderlei, os presidentes do PL, senador Eduardo Gomes, e do União Brasil, senadora Dorinha Seabra Rezende, e os deputados estaduais dominaram a máquina, se fortaleceram e o Republicanos ficou assistindo.
DE 7 SÓ, RESTAM 3
Lembram o seguinte: o Republicanos elegeu sete deputados estaduais e caminha para o fechamento da janela partidária ficar com três: Léo Barbosa, Cleiton Cardoso e Eduardo Fortes, que está deixando o PSD. O presidente da Assembleia, Amélio Cayres, ainda que fique na sigla, não vai à reeleição. Outros, como Jorge Frederico, Olyntho Neto e Valdemar Júnior, se tornaram personae non gratae no Palácio e devem seguir para outro caminho.
DE 3, SÓ RESTA 1
Na bancada federal, o Republicanos elegeu três em 2022: Ricardo Ayres, Alexandre Guimarães e Toinho Andrade. Desses, só resta Ayres. Guimarães conseguiu um acordo para deixar o partido de Wanderlei e ir para o MDB e Toinho — outro excluído do Palácio — vai voltar a disputar vaga na Assembleia e por outra legenda.
ESTADUAIS DOMINARAM A MÁQUINA
Palacianos próximos de Wanderlei ainda contam que os deputados estaduais dominaram a máquina nesses 3,5 anos e agora estão dividindo os colégios entre si, fortalecendo, em geral, colegas que não são do partido do governador.
OS FEDERAIS
Para federal, o Republicanos hoje conta com Ricardo Ayres, Atos Gomes, Fábio Vaz e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Márcio Barbosa, que só deve se filiar na convenção. Os palacianos projetam que esse grupo, se muito, fará um deputado.
NO GOVERNO, MAS NÃO NO REPUBLICANOS
Para piorar, nomes que ocupam espaço no governo, reclama esse grupo, não colaboram. Apontam Osires Damaso, que acaba de trocar o Republicanos pelo Podemos, e o ex-deputado federal Lázaro Botelho, que vai permanecer no Progressistas. Ambos eram nomes esperados na chapa de federal do partido do governador.
SÓ OS ALIADOS SE DERAM BEM
Os palacianos próximos de Wanderlei afirmam que apenas os aliados do Republicanos se deram bem nessa história, até agora, usando da força de Eduardo Gomes e Dorinha junto à máquina: o próprio União Brasil, Progressistas e Podemos.
CONFIANÇA EM RENATA E OPOSIÇÃO
O ex-governador Sandoval Cardoso, como se especulava — e ele chegou a minimizar os bochichos –, trocou o Solidariedade pelo Podemos. Segundo ele, o partido presidido pelo deputado estadual Wilmar de Oliveira está com dificuldade de oferecer uma chapa competitiva. Sandoval gostou da confiança transmitida pela presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, e do fato de o partido dela não ser base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
NOVO CRITÉRIO
A filiação de Sandoval e de Damaso cria novo critério de ingresso no Podemos a partir de agora, como até o presidente regional do partido, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, vem dizendo: os três nomes fortes para deputado federal — além de Sandoval e Damaso, também o parlamentar de mandato Tiago Dimas, precisam ser ouvidos e aceitar o ingresso de novos pré-candidatos à Câmara. Os três têm poder de veto. O Podemos ainda bateu o martelo sobre a pré-candidatura a senador do empresário e técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo.
MUDAR O BRASIL E O TOCANTINS
No solenidade de filiações e posse de Eduardo, nessa quarta-feira, 18, Vanderlei Luxemburgo defendeu uma mudança do Brasil e do Tocantins: “Eu não quero me mudar do Brasil, eu quero mudar o Brasil. Quero mudar o meu Tocantins“. O pré-candidato destacou que fez “muito pelo esporte nacional“, e disse que agora sente que deve “servir ao estado onde resido, onde gero emprego”. “Fazer a diferença aqui é o meu objetivo. Fomentar o esporte, o turismo, o desenvolvimento e os negócios, mudar a vida de cada tocantinense”, enfatizou.
VAGA GARANTIDA
A legenda para Luxemburgo disputar vaga ao Senado foi assegurada pelos dois presidentes do Podemos, a nacional, Renata Abreu, e o regional, Eduardo Siqueira Campos. “Vanderlei Luxemburgo é o meu senador no Tocantins. É um nome preparado, com história, capacidade de gestão e compromisso com o desenvolvimento do estado”, avisou Renata. “Vanderlei Luxemburgo é o nosso senador. A vaga da legenda é dele”, assegurou Eduardo.
MOVIMENTO FIRME E SEGURO
E o deputado federal Tiago Dimas emitiu nota após a filiação de Damaso e Sandoval e a posse de Eduardo Siqueira como presidente regional do Podemos. “Permaneço no Podemos com a mesma convicção. Seguimos construindo um projeto sólido, com propósito, responsabilidade e foco em resultados para o Tocantins”, afirmou. Para Tiago, a passagem da presidência para Eduardo “é um movimento firme e seguro“. “Tenho plena confiança na sua liderança, equilíbrio e competência para conduzir este novo momento, com a responsabilidade de impulsionar o sucesso coletivo e também reforçar a trajetória que nós construímos juntos”, acrescentou.
WANDERLEI NÃO TRAI DORINHA
O ex-deputado Paulo Mourão (PT), pré-candidato a senador, disse que não acredita que o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) vá renunciar ao mandato para entregar o Palácio a seu hoje adversário, o vice-governador Laurez Moreira (PSD). Em entrevista ao site Folha do Girassol, Mourão foi claro: “Não acredito que o Wanderlei traia o projeto que ele já anunciou. E não acredito que o Wanderlei fará isso com a Dorinha, já que ele anunciou ela”, disse.
PARA CRIAR PROJETO
O petista ressaltou que Wanderlei não anunciou a candidatura do presidente da Assembleia, Amélio Cayres (Republicanos), mas de Dorinha. O que governador fez, ponderou Mourão, foi dar o partido para Amélio criar um projeto. “Mas eu não acredito [que Dorinha seja preterida], a não ser que a Dorinha se inviabilize pelo processo eleitoral. Também não é isso que está postado em pesquisas.
FRASE DO DIA
“O Matopiba precisa ser visto além do agronegócio.”
Dorinha Seabra Rezende, senadora, ao assumir nessa quarta-feira, 18, a presidência da Frente Parlamentar do Matopiba — região de expansão agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — do Congresso Nacional.





