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Neurologista diz como cérebro reage quando se abandonam hábitos ruins

Metrópoles por Metrópoles
16/01/2026
em Saúde
Tempo de leitura: 6 minutos
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Foto: urbazon/Getty Images

Foto: urbazon/Getty Images

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Abandonar hábitos ruins como fumar, dormir mal, consumir álcool em excesso ou recorrer à comida para aliviar emoções não provoca apenas mudanças de comportamento.

Segundo especialistas, a decisão de parar e adotar uma rotina mais saudável desencadeia uma série de transformações reais no cérebro, que envolvem desde ajustes químicos até alterações na forma como diferentes áreas cerebrais se comunicam.

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Embora o início do processo possa ser desconfortável, os benefícios tendem a se acumular com o tempo e afetam atenção, memória, emoções e tomada de decisão.

O que acontece no cérebro quando um hábito ruim é interrompido

Do ponto de vista neurológico, parar um hábito ruim significa retirar estímulos que prejudicam o funcionamento cerebral. “Ao abandonar comportamentos como o tabagismo ou o sono inadequado, já são observadas mudanças positivas importantes no cérebro”, afirma a neurologista Sheila Martins. Entre elas, estão:

  • Modificações estruturais e funcionais;
  • Melhora da conectividade entre regiões cerebrais;
  • Ajustes na neuroquímica.

Estudos mostram, por exemplo, aumento da espessura do córtex cerebral — especialmente nas áreas frontais, ligadas ao planejamento e ao autocontrole — após a cessação do cigarro, além da normalização de neurotransmissores como dopamina e serotonina e melhora do fluxo sanguíneo cerebral.

Quanto tempo o cérebro leva para se recuperar?

Essas mudanças não acontecem todas de uma vez. O tempo de recuperação varia conforme o tipo de hábito, a idade e o período de exposição. Em dias ou semanas, já é possível perceber melhora do humor e da atenção, principalmente quando o sono se torna mais regular.

Em semanas a meses, funções cognitivas como memória, raciocínio e tomada de decisão podem se recuperar parcial ou totalmente. Em prazos mais longos, de meses a anos, surgem mudanças estruturais mensuráveis, como o fortalecimento do córtex pré-frontal e a redução do risco de declínio cognitivo, perda de memória e AVC.

Esses ganhos ajudam a explicar por que abandonar hábitos ruins costuma melhorar o desempenho mental. O hipocampo, região central para a memória, é muito sensível ao sono, ao estresse e à inflamação.

“Já o córtex pré-frontal, responsável pelo foco, pelo controle dos impulsos e pelas decisões, sofre com a nicotina, o álcool, a privação de sono e o estresse crônico”, reforça a neurologista.

Quando o estilo de vida melhora, a comunicação entre os neurônios se torna mais eficiente, o metabolismo cerebral funciona melhor e as redes neurais passam a operar de forma mais integrada, resultando em mais clareza mental e escolhas mais racionais.

A recuperação do cérebro em diferentes idades

A capacidade de recuperação existe em todas as idades, embora não seja igual. Jovens apresentam maior plasticidade cerebral e tendem a se adaptar mais rápido. Adultos de meia-idade também respondem bem às mudanças, o que torna essa fase crucial para a prevenção de demência e AVC.

Já em idosos, apesar de a plasticidade ser menor, ela continua presente e pode gerar ganhos relevantes em cognição, humor e autonomia. Mesmo pequenas melhorias nessa fase têm impacto significativo na qualidade de vida.

“No começo da mudança, o cérebro costuma reclamar. O estresse inicial pode causar sintomas temporários como dor de cabeça, irritabilidade, ansiedade, cansaço, dificuldade de concentração e alterações do sono, especialmente na interrupção do cigarro ou do álcool”, explica Martins.

Esses sinais refletem uma reorganização da neurotransmissão e da neuroquímica cerebral, além do aumento transitório de hormônios do estresse, como o cortisol. A tendência, no entanto, é de melhora progressiva.


Sinais de que o cérebro já está se beneficiando

  • Sono mais profundo e restaurador.
  • Maior clareza mental ao despertar.
  • Melhora da atenção sustentada.
  • Memória mais confiável.
  • Equilíbrio emocional.
  • Sensação geral de bem-estar.

Pare de beber, conceito de parar de beber. Homem alcoólatra com problemas sociais sentado à mesa, recusando álcool, dizendo não ao vício. Close-up.
Abandonar hábitos ruins provoca mudanças reais no cérebro, com melhora da memória, do foco e do autocontrole

O papel do circuito de recompensa e das emoções

Sob a ótica psicológica, abandonar um hábito ruim exige uma reconfiguração do funcionamento mental. A psicóloga Luciana Oliveira, especialista em terapia cognitivo-comportamental (TCC), explica que hábitos nocivos costumam estar ligados ao circuito de recompensa do cérebro, oferecendo prazer imediato ou alívio emocional.

“Quando esse padrão é interrompido, ocorre um desconforto inicial, mas, com o tempo, novas formas de recompensa mais saudáveis podem ser construídas, tornando o comportamento menos impulsivo e mais consciente”, diz a psicóloga.

Pensamentos automáticos como “não vou conseguir” ou “só hoje não faz mal” e crenças profundas de incapacidade ou fracasso alimentam a autossabotagem. Esse conjunto enfraquece o autocontrole e aumenta o risco de recaídas, especialmente em momentos de estresse ou cansaço emocional.

Por isso, os especialistas destacam que substituir um hábito costuma ser mais eficaz do que apenas eliminá-lo. O cérebro responde melhor quando uma nova resposta atende à mesma necessidade emocional do comportamento antigo.

O reaprendizado do cérebro e a plasticidade neural

O psicólogo Yuri Busin explica que hábitos ruins funcionam como atalhos para obter prazer rápido, ativando sistemas de recompensa como dopamina e serotonina. Nesse contexto, mudanças de hábitos fazem o cérebro precisar construir novos caminhos, o que demanda tempo e repetição.

Não há um prazo único para isso. “O processo depende da complexidade do hábito e do contexto de vida. Em situações de estresse intenso, é comum o cérebro tentar voltar ao padrão antigo, por ser mais econômico em termos de energia” afirma o psicólogo.

A melhora do sono, maior bem-estar e uma memória mais afiada costumam surgir antes mesmo de qualquer alteração visível em exames e indicam que o cérebro está respondendo positivamente às mudanças, reforçando que a adaptação e o aprendizado são possíveis ao longo de toda a vida.

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