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‘Não é tão ruim assim’, diz aluna de escola que proibiu o uso do celular em projeto piloto na Alemanha

Vários estados alemães estão estudando como proibir smartphones das salas de aula. Uma escola no estado da Renânia do Norte-Vestfália não esperou por uma diretriz do governo - e já está testando o banimento.

Da Redação por Da Redação
07/05/2025
em Educação
Tempo de leitura: 8 minutos
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‘Não é tão ruim assim’, diz aluna de escola que proibiu o uso do celular em projeto piloto na Alemanha

Um aluno usa o celular depois de destravar a bolsa que impede o uso durante o período escolar — Foto: Lea Suzuki/San Francisco Chronicle via AP, Arquivo

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Um ritual acontece todas as manhãs na entrada do Ginásio Dalton, perto da cidade de Aachen, no oeste da Alemanha. Os 700 alunos devem deixar seus smartphones desligados em suas mochilas e só podem voltar a ficar online quando as aulas terminarem.

A aluna e representante de classe Lena Speck, de 16 anos, mostrou surpresa com o início promissor do primeiro dia de proibição de celulares. “Não ouvi falar de ninguém que teve o celular tirado das suas mãos esta manhã. Também percebemos que os alunos estão conversando mais uns com os outros. Muitos de nós percebemos que proibir os smartphones não é tão ruim assim, afinal.”

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Balanço final do primeiro dia: duas infrações. Em uma delas, um aluno de 16 anos ligou seu smartphone durante a aula de alemão. Como punição, seu telefone foi colocado em um envelope e trancado em uma gaveta na secretaria, só podendo ser retirado por seus pais no dia seguinte. Essa sanção causou muitas discussões na escola.

Klara Ptak, de 17 anos, também apoia a abordagem rigorosa. “É como dirigir atravessando em um semáforo vermelho. A consequência precisa ser severa, caso contrário as pessoas não obedecerão. Se eu souber que ficarei sem meu telefone durante toda a tarde e a noite, prefiro seguir as regras.”

A iniciativa da escola de ensino médio em Alsdorf, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, é parte de um programa piloto que deve durar até o início das férias de verão. O banimento abrange todo o dia letivo, inclusive o recreio. A iniciativa é chamada de “Esperto sem seu telefone”. Outras escolas na Alemanha estão adotando iniciativas semelhantes para incentivar os alunos a prestar atenção nas aulas, e não em seus dispositivos.

Colcha de retalhos de regras na Alemanha

Os 16 governos estaduais da Alemanha, que são responsáveis pela política educacional, continuam relutantes em implementar padrões consistentes. Mas alguns estados já vêm mostrado mais inciativa. O estado de Hesse, pretende, após as férias de verão, proibir o uso de smartphones nas escolas primárias e, com exceções limitadas, nas escolas secundárias.

Muitos professores elogiam iniciativas próprias das escolas para proibir os telefones celulares. Andrea Vondenhoff, que leciona espanhol e inglês em Alsdorf, já viu essa experiência em sua escola anterior, em outro estado alemão. Ela acredita que Alsdorf também se adaptará rapidamente ao banimento dos smartphones e que isso logo se tornará a norma.

“Durante as aulas, você percebe que as crianças mais novas estão realmente mais relaxadas e menos distraídas. A maioria das infrações em minha antiga escola acontecia nas classes mais velhas. Os mais jovens seguiam a regra muito bem”, relatou Vondenhoff. “Como professor, a vantagem é que não precisamos mais ficar sempre observando o que os alunos estão fazendo com seus telefones embaixo das carteiras.”

Educação para um mundo digital – sem celulares

Não é coincidência que o Ginásio Dalton esteja participando dessa iniciativa. A escola tem como foco ideias inovadoras. Em 2013, recebeu um prêmio nacional, o Prêmio da Escola Alemã, por sua abordagem ao aprendizado, que se baseia na responsabilidade e na independência.

Três anos depois, foi a primeira escola na Alemanha a implementar com sucesso horários flexíveis para se adequar melhor ao ritmo circadiano dos adolescentes.

‘Não é tão ruim assim’, diz aluna de escola que proibiu o uso do celular em projeto piloto na Alemanha

Vários estados alemães estão estudando como proibir smartphones das salas de aula. Uma escola no estado da Renânia do Norte-Vestfália não esperou por uma diretriz do governo – e já está testando o banimento.

Um ritual acontece todas as manhãs na entrada do Ginásio Dalton, perto da cidade de Aachen, no oeste da Alemanha. Os 700 alunos devem deixar seus smartphones desligados em suas mochilas e só podem voltar a ficar online quando as aulas terminarem.

A aluna e representante de classe Lena Speck, de 16 anos, mostrou surpresa com o início promissor do primeiro dia de proibição de celulares. “Não ouvi falar de ninguém que teve o celular tirado das suas mãos esta manhã. Também percebemos que os alunos estão conversando mais uns com os outros. Muitos de nós percebemos que proibir os smartphones não é tão ruim assim, afinal.”

Balanço final do primeiro dia: duas infrações. Em uma delas, um aluno de 16 anos ligou seu smartphone durante a aula de alemão. Como punição, seu telefone foi colocado em um envelope e trancado em uma gaveta na secretaria, só podendo ser retirado por seus pais no dia seguinte. Essa sanção causou muitas discussões na escola.

Klara Ptak, de 17 anos, também apoia a abordagem rigorosa. “É como dirigir atravessando em um semáforo vermelho. A consequência precisa ser severa, caso contrário as pessoas não obedecerão. Se eu souber que ficarei sem meu telefone durante toda a tarde e a noite, prefiro seguir as regras.”

A iniciativa da escola de ensino médio em Alsdorf, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, é parte de um programa piloto que deve durar até o início das férias de verão. O banimento abrange todo o dia letivo, inclusive o recreio. A iniciativa é chamada de “Esperto sem seu telefone”. Outras escolas na Alemanha estão adotando iniciativas semelhantes para incentivar os alunos a prestar atenção nas aulas, e não em seus dispositivos.

Colcha de retalhos de regras na Alemanha

Os 16 governos estaduais da Alemanha, que são responsáveis pela política educacional, continuam relutantes em implementar padrões consistentes. Mas alguns estados já vêm mostrado mais inciativa. O estado de Hesse, pretende, após as férias de verão, proibir o uso de smartphones nas escolas primárias e, com exceções limitadas, nas escolas secundárias.

Muitos professores elogiam iniciativas próprias das escolas para proibir os telefones celulares. Andrea Vondenhoff, que leciona espanhol e inglês em Alsdorf, já viu essa experiência em sua escola anterior, em outro estado alemão. Ela acredita que Alsdorf também se adaptará rapidamente ao banimento dos smartphones e que isso logo se tornará a norma.

“Durante as aulas, você percebe que as crianças mais novas estão realmente mais relaxadas e menos distraídas. A maioria das infrações em minha antiga escola acontecia nas classes mais velhas. Os mais jovens seguiam a regra muito bem”, relatou Vondenhoff. “Como professor, a vantagem é que não precisamos mais ficar sempre observando o que os alunos estão fazendo com seus telefones embaixo das carteiras.”

Educação para um mundo digital – sem celulares

Não é coincidência que o Ginásio Dalton esteja participando dessa iniciativa. A escola tem como foco ideias inovadoras. Em 2013, recebeu um prêmio nacional, o Prêmio da Escola Alemã, por sua abordagem ao aprendizado, que se baseia na responsabilidade e na independência.

Três anos depois, foi a primeira escola na Alemanha a implementar com sucesso horários flexíveis para se adequar melhor ao ritmo circadiano dos adolescentes.

A escola é bastante focada na digitalização, com todos os alunos tendo acesso a tablets. Ela também contam com estúdios equipados com telas verdes para filmagem e equipamentos de áudio para podcasting. Alguns alunos atuam dando suporte a outros em suas necessidades de TI e ajudando a resolver problemas técnicos. O diretor Martin Wüller aponta que isso refuta a acusação de que a proibição de smartphones pessoais impediria o aprendizado digital dos alunos.

“Não se trata de demonizar ou proibir a digitalidade, mas sim a distração causada pelos smartphones particulares”, enfatizou ele em entrevista à DW. “Viamos crianças do 5º e 6º ano [11 e 12 anos] que estavam apenas olhando para seus telefones e jogando jogos online durante o recreio. Como comunidade escolar, decidimos que a escola também tem a ver com a comunicação entre as pessoas, com conversas, risadas e interação.”

Menos cyberbullying

Klaus Zierer, pesquisador em educação e professor da Universidade de Augsburg, estudou os efeitos da proibição de smartphones nas escolas e prestou consultoria especializada ao governo do estado de Hesse sobre a futura lei para banir os celulares.

Seu apelo é claro: os smartphones precisam ser retirados das escolas, com uma proibição total nas escolas primárias e regras rígidas e com poucas exceções nas séries mais avançadas.

“Podemos comprovar que, nas escolas onde a proibição de smartphones foi introduzida e apoiada pedagogicamente, houve uma melhora no bem-estar social. As proibições de smartphones também reduzem o tempo disponível para o cyberbullying, porque a escola é frequentemente o local onde isso acontece, com, por exemplo, registro de fotos nos banheiros da escola.”

Outros países já proíbem celulares nas escolas

A França e a Itália há muito tempo proibiram os smartphones nas escolas, e a Holanda proibiu os dispositivos no ano passado. O Reino Unido emitiu uma orientação não vinculativa incentivando as escolas a proibirem os celulares. Já o Brasil implementou um banimento a partir deste ano letivo de 2025.

Mas, na Alemanha, ainda há resistência à ideia. Nem todos são a favor de uma proibição.

As associações estudantis estão entre os céticos, avaliando que uma proibição não é realista e apenas transferiria o problema para o tempo de lazer. Em vez disso, na escola, as crianças e os jovens deveriam aprender a usar seus smartphones de forma responsável.

O pesquisador Zierer não aceita esse argumento: “Uma criança de 10, 11 ou 12 anos não pode usar seu smartphone de forma responsável, isso é exigir demais dela.”

Um estudo de 2024 da organização Common Sense Media, sediada nos EUA, mostrou que, entre um grupo de jovens de 11 a 17 anos, metade recebeu 60 notificações em seus dispositivos durante o horário escolar.

De acordo com Klaus Zierer, estudos alemães mostraram que algumas crianças de 16 anos ou mais passam até 70 horas por semana online. “Precisamos oferecer aos alunos algo que eles ainda não tenham em seus ambientes de vida. Eles têm tempo suficiente de tela em casa. Em vez disso, eles precisam de mais movimento, mais interação e mais experiências sociais, para desenvolver empatia e habilidades sociais.”

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