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MPTO encontra indícios de irregularidades em comunidade terapêutica de Palmas e abre investigação

por Da Redação
07/02/2025
em Palmas
Tempo de leitura: 5 minutos
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Comunidade Terapêutica Amigas foi inspecionada pelo MPTO Comunidade Terapêutica Amigas foi inspecionada pelo MPTO. Foto: Ascom/MPTO

Comunidade Terapêutica Amigas foi inspecionada pelo MPTO Comunidade Terapêutica Amigas foi inspecionada pelo MPTO. Foto: Ascom/MPTO

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O Ministério Público do Tocantins (MPTO) realizou, na última quarta-feira (5), uma inspeção em uma comunidade terapêutica localizada na zona rural do extremo norte de Palmas.

A vistoria foi conduzida pela 19ª Promotoria de Justiça da Capital com o objetivo de fiscalizar o cumprimento das normas para acolhimento de pessoas com transtornos relacionados ao uso abusivo ou à dependência de substâncias psicoativas.

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Durante a inspeção, foram identificadas possíveis irregularidades que comprometem o atendimento aos internos e levantam preocupações sobre as condições estruturais e operacionais da unidade.

Situação encontrada

Ao chegarem ao local, os agentes do MPTO se depararam com o portão trancado por um cadeado, o que contraria a legislação vigente para essas instituições.

Após sucessivas tentativas, a equipe conseguiu entrar e encontrou sete homens internados.

Um deles estava deitado sobre um colchão no chão, sem acompanhamento médico e aparentando estar sob efeito de medicação.

Outro relatou ter sido levado ao local sem consentimento, após ter sido sedado.

A vistoria também identificou a presença de alimentos vencidos e armazenados de forma inadequada, grades nos cômodos e a ausência de programas de atividades físicas, educacionais e terapêuticas.

Questionado sobre o uso de produtos vencidos, um voluntário da instituição afirmou que a margarina fora do prazo era utilizada para a fabricação de sabão.

Além disso, a comunidade terapêutica demonstrou falhas no cumprimento de diretrizes estabelecidas para o atendimento aos internos, incluindo a falta de atividades de alfabetização e capacitação profissional, bem como a ausência de ações voltadas à reinserção social dos acolhidos.

Histórico de irregularidades

A fiscalização inicial seria realizada na Comunidade Terapêutica Kadosh.

No entanto, ao chegar ao local, a equipe foi informada de que a unidade não existia mais e que, em seu lugar, agora funcionava a Comunidade Terapêutica Amigas.

O endereço já abrigou outras quatro instituições semelhantes, todas com atividades interrompidas desde 2019 devido ao descumprimento de normas sanitárias e exigências legais.

O MPTO apurou ainda que o diretor de uma dessas unidades interditadas atualmente presta serviços à Comunidade Amigas, o que levanta suspeitas sobre a continuidade de práticas inadequadas.

O promotor de Justiça Thiago Vilela, responsável pela 19ª Promotoria de Justiça da Capital, reforçou a importância da fiscalização nesses espaços.

“Muitas vezes, as famílias confiam seus parentes a essas instituições e deixam de acompanhar de perto o atendimento prestado. É essencial que os responsáveis fiquem atentos às condições do local e denunciem eventuais irregularidades”, alertou.

Providências do MPTO

Diante dos indícios de irregularidades, o MPTO instaurou um procedimento administrativo e solicitou que a Comunidade Terapêutica Amigas apresente a documentação necessária para seu funcionamento.

Também foi exigido que a unidade esclareça os aspectos observados durante a fiscalização.

Fiscalização contínua

Nos últimos meses, o Ministério Público intensificou as inspeções em comunidades terapêuticas em Palmas e Araguaína, em parceria com outras instituições. Atualmente, três unidades respondem a procedimentos administrativos instaurados pelo MPTO.

A população pode denunciar suspeitas de irregularidades de forma anônima por meio da Ouvidoria do MPTO, pelo telefone 127.

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