O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quarta-feira (7/1), a falta de tecnologia no sistema de saúde de Brasília e relembrou o episódio em que precisou se deslocar a São Paulo para tratar um pequeno sangramento no cérebro após um traumatismo craniano, em outubro de 2024.
O acidente doméstico aconteceu enquanto o petista cortava as unhas do pé, no Palácio da Alvorada, e caiu no banheiro. Ele estava sentado num banco, inclinou o corpo para a frente, e, quando voltou, o banco inclinou e causou a queda.
Ele foi atentido no Hospital Sírio-Libanês em Brasília, mas teve de ir para a unidade do hospital em São Paulo para realizar uma craniotomia a fim de drenar o sangramento do cérebro.Play Video
“Eu tive um problema na cabeça aqui em Brasília. Eu detectei que não tava bem e fui num dos melhores hospitais aqui em Brasília. […] Eu descobri que estava com excesso de líquido na cabeça por conta da batida que eu tive. Imediatamente os médicos ficaram todos apavorados e disseram que eu tinha que ir para São Paulo urgente. Eu estava na capital do país”, recordou.
“Eu tive que esperar, nessa emergência, três horas no hospital, e tinha de viajar mais uma hora e meia de avião. Quando cheguei ao aeroporto, a equipe médica, dos quatro que estavam lá, tinha dois chorando porque eles achavam que eu poderia ter entrado em coma dentro do avião. Pelas imagens, eles achavam que era uma coisa muito grave. Então, eu espero que esses anúncios que a gente está fazendo aqui de coisa inteligente, que a gente coloque uma coisa inteligente aqui em Brasília”, cobrou.
A declaração de Lula foi dada durante a assinatura de um contrato com o Banco do Brics no valor de R$ 1,7 bilhão para a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto.
Além do chefe do Executivo, estavam presentes o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco do Brics, Dilma Rousseff, ex-presidente da República.
Na ocasião, o presidente agradeceu a Dilma pela verba e cobrou celeridade para a construção da unidade hospitalar, que será instalada no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.
“Parabéns, presidente Dilma, por liberar esse dinheiro tão precioso para nós. É pouco, mas foi o que pedimos. Tá bom”, declarou o titular do Planalto. “Padilha, execute a obra no tempo mais rápido possível”, pediu.
Além do contrato, o evento marcou o lançamento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida busca otimizar o atendimento na rede pública de saúde por meio da implementação de tecnologias digitais. De acordo com o ministro da Saúde, o modelo pode reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento.
O programa prevê a implementação de 14 UTIs inteligentes em hospitais de estados das cinco regiões do país, focadas em cardiologia e neurologia.







