O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira (16/1), na véspera da assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Após o encontro no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro (RJ), o petista deu uma declaração à imprensa, na qual destacou o avanço das negociações entre os blocos e classificou o momento como histórico.
Segundo Lula, o acordo é resultado de mais de duas décadas de tratativas e representa um marco para a integração entre os blocos.
“Foram mais de 25 anos de sofrimento e tentativa de um acordo. Amanhã, em Assunção, a União Europeia e o Mercosul farão história”, afirmou.
A formalização do tratado ocorrerá no sábado (17/1), em Assunção, Paraguai, com a presença de líderes europeus e presidentes de países que formam o Mercosul — com exceção de Lula, que optou por não viajar. Ele será representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira.
No evento na capital paraguaia, são esperadas as presenças dos presidentes da Argentina, Javier Milei; do Uruguai, Yamandú Orsi; e da Bolívia, Rodrigo Paz; além de representantes de órgãos europeus.
Como alternativa à cerimônia, o titular do Planalto marcou uma reunião com a chefe da Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para celebrar o acordo. Costa, porém, teve um atraso no voo e não conseguiu comparecer ao encontro no Rio.
No período em que ocupou a presidência pro tempore do Mercosul, o governo brasileiro se empenhou para avançar nas negociações do acordo, por isso, defendia a oficialização da medida na cúpula de Foz do Iguaçu (PR), em dezembro passado, como uma marca do mandato. No entanto, divergências entre países europeus adiaram a decisão.
Após a assinatura, o documento precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos órgãos legislativos dos países do Mercosul. O governo brasileiro estima que o acordo comercial passe a vigorar a partir do segundo semestre deste ano.






