O julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) do núcleo 1 do processo sobre a tentativa de golpe de Estado terá uma grande estrutura e um público de mais de 3 mil pessoas inscritas para acompanhar as cinco sessões agendadas.
No banco de réus, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ex-ministros de Estado e o delator do processo, tenente-coronel Mauro Cid.
Um telão será instalado nas dependências da Corte para transmitir as sessões e permitir que os profissionais de imprensa presentes acompanhem tudo que acontece na sala da Primeira Turma da Corte. Ao todo, 501 profissionais de imprensa do Brasil e de outros países foram cadastrados para cobrir o julgamento.Play Video
Segundo os dados oficiais do STF, 3.357 pessoas do público em geral se inscreveram para acompanhar as sessões nas dependências do tribunal. Para essas pessoas, foram disponibilizados 150 lugares na Segunda Turma. Os inscritos serão distribuídos entre as sessões agendadas e receberão previamente um e-mail com a confirmação de autorização.
Para o julgamento, será reforçada a segurança no Tribunal e nas proximidades, pela própria polícia do Distrito Federal. A Corte estabeleceu uma série de ações preventivas, incluindo varredura na residência de ministros e monitoramento do ambiente virtual para identificar possíveis ameaça.
O julgamento do ex-presidente está marcado para começar na próxima terça-feira (2) e segue até 12 de setembro de 2025. As sessões serão conduzidas pela Primeira Turma do STF, com o ministro Alexandre de Moraes como relator.
Réus que serão julgados:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da república;
- Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
- Almir Garnier Santos, almirante e ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, general da reserva e ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional);
- Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
- Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.