John Textor foi afastado formalmente do comando da Eagle Football Holdings (EFH). A medida foi tomada em janeiro deste ano, quando o empresário foi notificado da decisão. No entanto, os credores demonstravam inseguranças em relação às finanças do Botafogo desde 2025. A EFH é a responsável por gerir o Glorioso. Apesar de ter deixado a holding, Textor segue como dono do clube.
A EFH enfrenta um processo judicial na Justiça britânica, em que responde a uma dívida de US$ 97 milhões (aproximadamente R$ 527 milhões) à Iconic Sports, por descumprimento contratual.
Há três anos, a Iconic comprou 15,7% da Eagle Football por US$ 75 milhões, estabelecendo cláusula que obrigaria Textor a recomprar esse percentual caso a Eagle não fosse listada em bolsa. Como a condição não se concretizou, a companhia agora exige o valor investido atualizado, com juros de 11% ao ano, elevando a cobrança ao montante atual.
Apesar da destituição do comando da holding, John Textor só pode ser retirado da cadeira de CEO do Botafogo caso o Conselho da SAF decida a favor disso. O empresário também é protegido por uma liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que resguarda a composição do clube.






