Nicole Silveira, principal representante brasileira no skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, destacou o orgulho de representar um país tropical em um esporte no gelo. Em meio à preparação para a competição, a gaúcha de 31 anos reforçou a relevância de competir contra potências que investem milhões em infraestrutura e treinamento.
“É uma motivação sim, eu acho que Jogos Olímpicos é sempre outro jogo. Como uma nação pequena no esporte, estamos sempre competindo contra nações maiores que investem milhões de libras e euros”, destacou Nicole.
A temporada atual foi de altos e baixos para a atleta, que vem de uma campanha forte na anterior, com pódios na Copa do Mundo, incluindo bronzes históricos para o Brasil e um quarto lugar no Mundial.
“Comecei não muito bem, não muito feliz com os resultados, mas fomos melhorando. Agora, quero chegar no dia da competição e ter quatro descidas que eu goste. Cada dia estamos aprendendo mais sobre essa pista, que ninguém conhece muito bem, e tem que aprender rápido”, explicou.
Esperança de pódio
Nicole enfatizou a importância da experiência no skeleton, um esporte que depende fortemente de tempo de pista — disponível apenas do final de outubro ao final de fevereiro para treinos e competições.
“É muito de experiência mesmo. Tem a largada, mas o que diferencia é que só conseguimos descer no treino durante a temporada. Quanto mais anos, mais melhora. Agora venho com mais quatro anos de experiência, mais Copas do Mundo, câmeras, atenção… Estou mais confiante em mim mesma, sabendo que já fiz o que fiz, e levando essas Olimpíadas como um bônus”, completou Nicole.
A atleta, que estreou em Pequim 2022 com um 13º lugar (melhor resultado brasileiro na modalidade até então), chega a Milão-Cortina mais madura e com objetivos claros.
Nicole Silveira, porta-bandeira do Time Brasil na cerimônia de abertura, ao lado de Lucas Pinheiro Braathen, é uma das maiores esperanças de pódio inédito para o país nos Jogos de Inverno.






