A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, na comparação com o trimestre anterior (setembro a novembro de 2025), conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua. O índice anterior era de 5,2%.
Ainda assim, a taxa é a menor para um trimestre terminado em fevereiro na série histórica iniciada em 2012, ou seja, composto pelos meses dezembro, janeiro e fevereiro.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27/3). O responsável pela pesquisa afirma que a Pnad Contínua encontrou 6,2 milhões de pessoas em busca de trabalho.
Os dados divulgados nesta sexta e mostram que o desemprego aumentou para 5,8%. A estabilização é verificada na comparação entre o trimestre encerrado em fevereiro deste ano (dezembro, janeiro e fevereiro) e o trimestre anterior (setembro, outubro e novembro de 2025).
Já a população desalentada (quem desistiu de procurar emprego devido à dificuldade em encontrá-lo) ficou estável alcançando 2,7 milhões, no comparativo entre os trimestres.
Informalidade e carteira assinada
A taxa de informalidade, ou seja, a proporção de trabalhadores sem carteira assinada ou sem registro, recuou para 37,5% da população ocupada no período, menor do que a observada no trimestre anterior, de 37,7%.
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (excluindo-se os trabalhadores domésticos) foi de 39,2 milhões, semelhante ao verificado no trimestre anterior. Já o número de empregados sem carteira no setor privado teve uma redução de 342 mil pessoas no trimestre e registrou 13,3 milhões.
Além disso, o número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, o que representa estabilidade na comparação entre os trimestres.
Ao considerar o trimestre anterior, não houve aumento de pessoas ocupadas em nenhum dos grupamentos de atividade.
A taxa de subutilização aumentou frente ao trimestre anterior (13,5%), registrando 14,1% no trimestre encerrado em fevereiro. Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas estabilizaram em 4,4 milhões.
Rendimentos
O rendimento médio real habitual da população ocupada do país chegou a R$ 3.679, crescendo 2% no trimestre.
Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 371,1 bilhões, o que representa estabilidade no trimestre.
As perdas
O IBGE aponta que a perda de vagas foi representativa nos segmentos de saúde, educação e construção, o que o instituto afirma ser habitual início do ano:
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: menos 696 mil pessoas;
- Construção: menos 245 mil pessoas.
A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, afirma que os setores são influenciados pela sazonalidade, pois há importante parte de contratos temporários para estes trabalhadores, especialmente no setor público.
“Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”, explicou a coordenadora.
Em atualização.







