O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou uma nota dizendo que foi informado sobre a paralisação da perfuração na Foz do Amazonas no mesmo dia do acidente, que aconteceu no domingo (4/1). A Petrobras pausou as atividades no local devido a vazamento de fluido.
Segundo o Ibama, no comunicado inicial do incidente, a Petrobras afirmou que houve a perda de fluido de perfuração de base não aquosa em duas linhas auxiliares, que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá.
“Foi observado o indício de perda e, após inspeção, foi constatada descarga do fluido para o mar. De acordo com a Petrobras, as operações foram interrompidas, as linhas afetadas foram isoladas em superfície e a válvula de fundo foi mantida fechada. Consequentemente, a descarga foi paralisada. As causas estão em apuração na área competente do Ibama, que acompanha o caso,” disse o órgão.
Segundo a Petrobras, o incidente foi identificado durante uma operação de rotina, quando a equipe da plataforma percebeu a queda no nível do fluido de perfuração nos tanques, indicando perda do material. Após inspeção inicial sem anormalidades visíveis na superfície, um ROV (robô submarino operado remotamente) foi acionado.
A estatal afirma que o problema foi imediatamente contido e isolado, e as linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo. A empresa destacou ainda que não há problemas com a sonda, nem com o poço, que permanecem em condições seguras de operação. “A ocorrência não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, detalhou ao Metrópoles.





