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Home Saúde

Hipertricose: entenda a doença conhecida como “síndrome do lobisomem”

A condição dermatológica rara é caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos em diferentes áreas do corpo

por CNN
13/12/2024
em Saúde
Tempo de leitura: 3 minutos
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Em 2010, Supatra "Nat" Sasuphan, da Tailândia, conquistou o recorde de adolescente com mais pelo devido a uma condição chamada hipertricose, ou "síndrome do lobisomem" • guinnessworldrecords/Instagram

Em 2010, Supatra "Nat" Sasuphan, da Tailândia, conquistou o recorde de adolescente com mais pelo devido a uma condição chamada hipertricose, ou "síndrome do lobisomem" • guinnessworldrecords/Instagram

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A hipertricose, conhecida popularmente como “síndrome do lobisomem“, é uma condição dermatológica rara caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos em diferentes áreas do corpo. Esse crescimento pode ser localizado ou generalizado.

Frequentemente, a hipertricose é confundida com o hirsutismo, uma condição caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos nas mulheres em locais pouco comuns, como a região da barba. Ao contrário da hipertricose, o hirsutismo está relacionado a alterações hormonais.

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“A hipertricose pode ser congênita [de nascença] ou adquirida [causada por fatores externos]. Quando adquirida, pode estar relacionada a doenças sistêmicas, uso de medicamentos e neoplasias”, explica Helena Rocchetto, dermatologista do Alta Diagnósticos, à CNN.

Entre os medicamentos que podem causar hipertricose estão a fenitoína, minoxidil oral e ciclosporina, segundo a especialista. Já entre as doenças que podem levar à condição estão a anorexia, síndromes de má absorção, hipotiroidismo e síndromes paraneoplásicas.

Sintomas da hipertricose

No geral, o principal sintoma da hipertricose é o crescimento de pelos em excesso no corpo, podendo ocorrer em um local específico do corpo (hipertricose localizada) ou em diferentes regiões (hipertricose generalizada).Play Video

No caso da hipertricose congênita, ou seja, presente desde o nascimento, os pelos podem cobrir todo o corpo do bebê, e a condição pode estar associada a mutações genéticas. “Nesse caso, podem ocorrer outras malformações dentárias, auditivas e esqueléticas, entre outras”, afirma Rocchetto.

A hipertricose, geralmente, produz um dos três tipos de pelos:

  • Vellus: pelos curtos que podem estar localizados em qualquer lugar do corpo, com exceção das solas dos pés, da parte de trás das orelhas, dos lábios, das palmas das mãos ou em tecido cicatricial;
  • Lanugo: pelo macio e fino, semelhante ao que há no corpo de um bebê recém-nascido;
  • Terminal: pelos longos, grossos e, geralmente, muito escuros.

Como identificar e tratar a condição?

O diagnóstico da hipertricose é feito por um dermatologista através da análise da aparência dos pelos e de sua distribuição no corpo.

Além disso, pode ser avaliada a história clínica do paciente, ou seja, a presença ou histórico de doenças endocrinológicas, além da história familiar e da revisão do uso de medicamentos que podem levar ao crescimento excessivo de pelos.

O tratamento da hipertricose depende da causa inicial, segundo Rocchetto. “Se for provocada por um medicamento, a suspensão deste, se possível, pode ajudar a reduzir o crescimento dos pelos. Se for por alguma doença sistêmica, devemos realizar o diagnóstico e tratar a causa de base”, explica.

Além disso, pode ser realizada a remoção física dos pelos por meio de depilação manual ou depilação a laser, de acordo com a dermatologista.

Tem como prevenir?

A hipertricose congênita não pode ser prevenida, mas a adquirida sim. Para isso, o diagnóstico precoce é essencial para evitar que a doença evolua.

No caso de hipertricose adquirida pelo uso de medicamentos, os riscos devem ser discutidos com o médico antes do início da administração do remédio. Uma vez confirmado o diagnóstico da condição, o medicamento deve ser suspenso.

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