A fruta do monge, também chamada de Luo Han Guo, é uma fruta asiática famosa por ser naturalmente doce e praticamente sem calorias. Por isso, seu extrato é usado como adoçante em bebidas e alimentos. Agora, um novo estudo indica que a fruta inteira — incluindo polpa e casca — pode oferecer benefícios à saúde que vão além de substituir o açúcar.
A pesquisa foi publicada nessa quarta-feira (14/01) no Journal of the Science of Food and Agriculture e analisou a composição química de diferentes variedades do fruto.
Os pesquisadores estudaram quatro variedades da fruta do monge para identificar quais compostos naturais estavam presentes. A análise mostrou a presença de três grandes grupos de substâncias: terpenoides, flavonoides e aminoácidos.
Benefício da fruta do monge
- Ação antioxidante, que ajuda a proteger as células.
- Presença de flavonoides, ligados a processos anti-inflamatórios.
- Compostos que podem interagir com vias metabólicas do organismo.
- Potencial uso em alimentos funcionais, além do adoçante natural.
Segundo os cientistas, esses compostos são chamados de metabólitos secundários. Em termos simples, são substâncias produzidas pelas plantas que não servem apenas para o crescimento, mas podem ter efeitos biológicos quando consumidas por humanos.
Muitos dos compostos encontrados na fruta do monge são conhecidos por atuar como antioxidantes. Isso significa que ajudam a combater os radicais livres — moléculas instáveis associadas ao envelhecimento celular e a processos inflamatórios no organismo.
Além disso, a pesquisa identificou aminoácidos, que participam de funções essenciais do corpo, como a formação de proteínas e a manutenção dos tecidos.
Os autores destacaram que esses efeitos ainda precisam ser confirmados em estudos com humanos. Outro ponto relevante é que nem todas as variedades da fruta apresentaram o mesmo perfil químico.
Algumas tinham concentrações maiores de certos compostos do que outras. Isso sugere que o tipo de fruta do monge cultivada pode influenciar seus possíveis benefícios nutricionais.
O que ainda precisa ser estudado
Os próprios pesquisadores alertam que os resultados não significam que o consumo da fruta do monge previna ou trate doenças. A pesquisa foi feita em laboratório, analisando compostos e suas possíveis interações biológicas. Estudos clínicos ainda são necessários para entender os efeitos reais no corpo humano e as quantidades ideais de consumo.





