O avanço de uma frente fria pelo litoral do Sudeste e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no Norte, devem dar o tom o clima nesta quinta-feira (9/4) pelo país. O cenário deve ser de instabilidades, ventos fortes e pancadas de chuva mais intensas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para chuvas intensas em grande parte do país. Uma faixa que vai do Norte ao Nordeste e outra, do Sudeste ao Centro-Oeste, estão sob aviso de “perigo” para as precipitações. Já no Sul do país o alerta é para o “perigo potencial” de vendavais.
Confira a previsão
No Sudeste, a frente fria ainda atua de forma mais afastada, mas mantém a entrada de umidade em parte da região, especialmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. As áreas com maior chance de chuva aparecem de forma isolada, sem grandes volumes na maior parte dos estados, enquanto São Paulo deve ter mais presença de neblina do que chuva.
No Sul, o avanço de uma massa de ar frio marca a primeira incursão mais significativa do outono, com queda nas temperaturas e redução da instabilidade. No Rio Grande do Sul, as mínimas ficam entre 12°C e 15°C, com valores mais baixos em áreas de maior altitude. Em Santa Catarina e no sul do Paraná, variam entre 14°C e 17°C.
Além do frio, o estado gaúcho segue com alertas para vento forte. A Defesa Civil aponta condição de atenção para rajadas entre 70 km/h e 90 km/h no extremo sul, com risco moderado de destelhamento e queda de árvores. Também há aviso para o Nordeste e o litoral médio e norte do estado, com ventos entre 60 km/h e 80 km/h e o mesmo nível de risco.
No restante do país, o destaque segue sendo a instabilidade. No Norte, os maiores volumes de chuva se concentram sobre Amazonas, Acre, Rondônia e áreas do norte do Pará, além de trechos do Maranhão e do Piauí. A combinação de calor e alta umidade favorece a formação de nuvens carregadas, com trovoadas e rajadas de vento, principalmente à tarde.
No Centro-Oeste, há condições para pancadas isoladas, sobretudo entre Mato Grosso e o norte de Mato Grosso do Sul, enquanto no Nordeste a influência da ZCIT mantém áreas de instabilidade mais ao norte da região.







