Começa hoje em São Paulo (SP) a 23ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), a maior mostra nacional de projetos de ciências e engenharia desenvolvidos por estudantes do ensino básico e técnico de todo o Brasil.
Um dos destaques do evento promovido pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) é o número expressivo de projetos voltados às mudanças climáticas, tema alinhado à realização da COP30 em Belém, em novembro.
Hoje a visitação é exclusiva para autoridades, avaliadores e imprensa. Amanhã (quarta) e quinta-feira (27) a mostra ficará aberta gratuitamente ao público e imprensa no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, no campus Cidade Universitária.
A FEBRACE 2025 conta com 300 projetos finalistas, desenvolvidos por 671 estudantes do ensino básico e técnico, sob orientação de 462 professores de 269 escolas públicas e privadas espalhadas por todo o país.
Os projetos serão avaliados por especialistas, professores da USP e de universidades parceiras e profissionais da indústria. Os melhores trabalhos serão premiados com troféus, medalhas, bolsas de estudo e estágios, além da oportunidade de representar o Brasil na Regeneron ISEF 2025, a principal feira internacional do gênero, que acontece em maio nos Estados Unidos.
Curso sobre mudanças climáticas
Para reforçar o impacto da FEBRACE na formação de jovens cientistas, o evento marca marcado o lançamento do curso “Aprendizagem por Projetos & Mudanças Climáticas”, em parceria com a Siemens Stiftung. O curso, 100% online e gratuito, está disponível na plataforma APICE e visa capacitar professores e estudantes no desenvolvimento de projetos interdisciplinares que abordem soluções inovadoras para os desafios climáticos.
A FEBRACE tem se consolidado como um dos principais eventos de incentivo à ciência no Brasil, principalmente pelo estímulo a jovens talentos. “Ao trazer projetos que propõem soluções concretas para desafios ambientais, a FEBRACE reforça seu papel na formação de futuros cientistas e engenheiros comprometidos com um mundo mais sustentável”, diz Roseli de Deus Lopes, coordenadora do evento e professora da Escola Politécnica da USP.
Durante o evento, o público poderá conhecer os projetos finalistas, interagir com os estudantes e acompanhar atividades especiais, como palestras e painéis de discussão.