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Escola Estadual Floresta revoluciona ensino e aprendizagens e conquista quatro categorias no Prêmio Escola que Transforma

Escola apostou em iniciativas para melhorar a leitura e os estudos da Matemática; além de aumentar o desempenho estudantil, a escola ganhou projeção e prêmios

Ascom por Ascom
04/02/2026
em Tocantins
Tempo de leitura: 5 minutos
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Equipe de professores comprometidos no processo de transformação da escola. Foto: divulgação/Seduc/Governo do Tocantins

Equipe de professores comprometidos no processo de transformação da escola. Foto: divulgação/Seduc/Governo do Tocantins

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A Escola Estadual Floresta, localizada no distrito de Campo Alegre, a 73 km de Paranã, alcançou o seu ápice no ano passado, sendo premiada em quatro categorias no Prêmio Escola que Transforma, na edição 2025. O prêmio é uma das ações do Programa de Fortalecimento da Educação (PROFE), desenvolvido pelo Governo do Tocantins com a finalidade de promover e fortalecer o trabalho realizado nas instituições de ensino.

A escola conquistou o 1º lugar, na modalidade educação do campo, parcial e integral, ensino fundamental, com o projeto “Floresta dos descritores: onde compreensão leitora e raciocínio matemático florescem”. E também o 1º lugar, com o projeto “Potencializando saberes: conexões que transformam”, na modalidade equipes multiprofissionais.

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O prêmio de 2º lugar veio com o projeto “Saberes que florescem: gincana de Matemática na Escola Floresta”, na modalidade Escola do Campo, ensino parcial e integral, ensino médio. E o 3º lugar, com o projeto “Floresta literária onde a leitura floresce e a proficiência cresce”, na modalidade ações, da Superintendência Regional de Educação de Arraias.

A escola observou, ao longo do ano letivo, um baixo desempenho acadêmico em Matemática e em Língua Portuguesa, por uma parcela significativa de estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio. E na intenção de reverter o diagnóstico, todos da escola se envolveram nas realizações de projetos com novas dinâmicas para melhorar a aprendizagem.

Os quatros projetos foram elaborados para ajudar os estudantes a desenvolverem mais conhecimentos sobre a Matemática e Língua Portuguesa.

E entre as ações propostas estão, desenvolver atividades que integram leitura de textos com problemas matemáticos e capacitar professores para aplicar as estratégias que estimulem a compreensão leitora e o raciocínio lógico.

E no decorrer do ano letivo, a escola promoveu leituras em grupo, gincanas, reuniões semanais com os pais e responsáveis, realização de simulados de Matemática e Língua Portuguesa, leituras e interpretação de textos de diversos gêneros literários e momentos de apresentações artísticas.

E a equipe de multiprofissionais também desenvolveu um projeto denominado “Potencializando saberes: conexões que transformam”, visando fortalecer as habilidades dos alunos nos estudos, na convivência social e emocional. E para isso, a equipe conversou com estudantes individualmente, incentivou a participação no programa Canta Tocantins, como forma de desenvolver vários aspectos da arte e promoveu a oficina de poesia e redação, com o escritor Osmar Casagrande.

A estudante Tatiele Torres Ribeiro, 13 anos, do 9º ano do ensino fundamental, disse que gostou muito dos projetos e está feliz com a premiação. “Na oficina de redação, o escritor Osmar Casagrande usou uma metodologia interessante, que eu passei a utilizar quando vou produzir as minhas redações”, contou a estudante.

 “Participar do Canta Tocantins nos fez soltar a voz e eu me senti mais animada e com vontade de aprender”, frisou a estudante Gizelle Ribeiro, do 8º ano do ensino fundamental. Ela foi finalista do V Canta Tocantins.

A aluna Ana Júlia Souza Brito, que está cursando a 1ª série do ensino médio, falou da importância dos projetos. “Percebemos que melhorou a fluência na leitura, habilidades em Matemática e o ambiente escolar”, disse.

O diagnóstico que a escola obteve do desempenho acadêmico aconteceu por meio do Sistema de Avaliação da Educação do Tocantins (Saeto). “A baixa proficiência evidenciou a necessidade urgente de intervenções pedagógicas direcionadas e eficazes. E após três meses de realização dos projetos, houve um crescimento de 160% no percentual de desempenho estudantil”, explicou o professor Eliezer Carlos Carvalho, um dos responsáveis pelo projeto “Floresta dos descritores”.

Até a diretora da escola, Edileuza Araújo de Souza, foi responsável por um dos projetos, que transformaram os ambientes da escola em espaços de leituras. E para aproximar os livros dos estudantes, a equipe da escola distribuiu livros em mesas e árvores, no pátio da escola. Todos os alunos, familiares, professores e servidores da escola foram convidados para participar da jornada de leituras.

De acordo com a diretora Edileuza, a cada semana, o interesse dos estudantes pela leitura aumentava consideravelmente, bem como a participação dos familiares. “O momento de escolha dos livros passou a ser satisfatório, pois os estudantes sabiam o que queriam ler e por que desejavam conhecer tal obra. As produções eram enriquecidas a cada leitura realizada, com novos vocabulários e leitores cada vez mais fluentes e críticos”, comentou.

Com essas experiências realizadas em 2025, a equipe da escola está mais animada, mais alinhada para tecer outras iniciativas que ajude a ampliar a qualidade do ensino e da aprendizagem.

A escola vive um novo momento pedagógico

A diretora Edileuza explicou como a realização dos projetos promoveram uma mudança no fazer da escola. “Os projetos desenvolvidos na Escola Estadual Floresta marcaram um novo momento no fazer pedagógico, trazendo inovação, engajamento e intencionalidade às práticas educativas. Ao integrar dados, ludicidade, interdisciplinaridade e foco nas aprendizagens essenciais, essas ações deram um novo impulso ao trabalho escolar, fortalecendo o protagonismo, o ensino-aprendizagem e promovendo uma educação mais significativa e transformadora”, esclareceu.

A escola também desenvolveu o projeto “Dados que inspiram mudança, resultados que transformam”, que fortaleceu a cultura de análise e reflexão, permitindo que a escola utilizasse dados educacionais como base para decisões pedagógicas mais conscientes. A partir deles, foi possível identificar desafios, redefinir estratégias e acompanhar avanços, tornando o trabalho mais organizado, eficaz e focado nos resultados reais dos estudantes.

O projeto “Saberes que florescem: gincana da Matemática na Escola Floresta” deu um novo dinamismo às aulas ao transformar o aprendizado matemático em uma experiência lúdica e colaborativa. A gincana despertou o interesse dos alunos, promoveu o trabalho em equipe e mostrou que a matemática pode ser acessível, prazerosa e conectada ao cotidiano, contribuindo significativamente para o engajamento e a autoestima dos estudantes.

O projeto “Potencializando saberes” ampliou o olhar sobre a aprendizagem, incentivando a interdisciplinaridade e o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento. Essa iniciativa fortaleceu o vínculo entre professores e alunos e promoveu práticas mais contextualizadas e valorizou os saberes prévios dos estudantes, tornando o ensino mais significativo.

Por fim, “Floresta dos descritores” impulsionou o trabalho pedagógico ao focar diretamente no desenvolvimento de competências essenciais. Ao trabalhar descritores de forma planejada e contínua, o projeto contribuiu para avanços concretos na leitura, interpretação de textos e resolução de problemas, refletindo positivamente no desempenho escolar.

“Em conjunto, esses projetos renovaram as práticas pedagógicas, fortaleceram o compromisso coletivo da comunidade escolar e consolidaram uma escola mais participativa, reflexiva e comprometida com a aprendizagem de todos”, finalizou a diretora Edileuza.

A Escola Estadual Floresta conta atualmente com 100 estudantes e oferta o ensino fundamental do 6⁰ ao 9⁰ ano, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), 2⁰ e 3⁰ segmentos.

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