O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que queria que a esquerda tivesse “50% de centralidade” da oposição nas eleições deste ano para o Senado. Para Randolfe, as siglas aliadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estão com o foco que deveriam para a disputa pela Casa.
“Eu queria que a esquerda tivesse 50% da centralidade da eleição ao Senado que a extrema-direita tem”, disse o senador ao Metrópoles.
A direita aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mapeia estados para fazer chapas competitivas ao Senado. O objetivo é ter maioria na Casa a partir de 2027, com o plano de pressionar outros poderes e ter votos para avançar com impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Observando esse movimento ainda em 2025, o Palácio do Planalto e aliados de Lula também passaram a fazer levantamentos de nomes. Para o líder do governo, no entanto, o empenho está aquém que deveria.
Como mostrou o Metrópoles em janeiro, parlamentares e líderes partidários avaliam que a disputa reflete o papel central do Senado em decisões-chave para a governabilidade do próximo presidente e para o equilíbrio entre os Poderes.
Em outubro, eleitores dos 26 estados e do Distrito Federal escolherão 54 senadores — dois por unidade da federação. Estarão em jogo dois terços das cadeiras do Senado, o que eleva o peso estratégico da eleição.
Por que o Senado é tão importante?
- A Casa é responsável por pautas sensíveis, como a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF);
- Também faz sabatinas e aprovações das indicações feitas pelo presidente da República.
- Cada estado vai eleger dois nomes para a Casa este ano.
- A eleição para senador ocorre pelo sistema majoritário, no qual o vencedor é quem reunir o maior número de votos.
- O mandato de senadores é de 8 anos. Quem for eleito em 2026 ficará no cargo até janeiro de 2035.






