O dólar opera em alta nesta segunda-feira (5), com avanço de 0,20% às 9h40, cotado a R$ 5,4345. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A primeira sessão da semana começa com os investidores atentos aos desdobramentos da crise na Venezuela e às projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central. Além disso, mudanças na composição do Ibovespa também entram no radar.
▶️ O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, domina as atenções. Maduro deve comparecer a uma audiência em Nova York ainda hoje.
▶️ Enquanto isso, os preços do petróleo seguem voláteis e próximos da estabilidade. Já o ouro dispara mais de 2%, e os títulos da dívida venezuelanos sobem com força, refletindo expectativas de reestruturação da dívida do país.
▶️ No Brasil, o boletim Focus trouxe as primeiras projeções do ano: economistas estimam queda nos juros, crescimento mais lento do PIB, inflação dentro da meta e câmbio estável. A previsão para 2025 recuou para 4,31%, enquanto para 2026 subiu levemente para 4,06%.
▶️ Na bolsa, o Ibovespa iniciou 2026 em baixa, após ter acumulado alta de quase 34% no ano passado, seu melhor desempenho em nove anos. A nova carteira do índice passa a incluir as ações da Copasa (CSMG3) e retira os papéis da CVC Brasil (CVCB3), conforme a última prévia divulgada.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -2,16%;
- Acumulado do mês: +1,18%;
- Acumulado do ano: -1,18%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -0,22%;
- Acumulado do mês: -0,36%;
- Acumulado do ano: -0,36%.
Agenda econômica
- Boletim Focus
Economistas do mercado financeiro passaram a projetar queda dos juros, desaceleração no crescimento da economia, inflação dentro das metas oficiais e um câmbio relativamente estável. As estimativas refletem a primeira rodada de projeções do ano.
Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). O relatório reúne expectativas de mais de 100 instituições financeiras, com base em pesquisa realizada na última semana.
No caso da inflação, a previsão para 2025 — cujo resultado oficial ainda será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — segue dentro do intervalo permitido pelo sistema de metas do governo, assim como as projeções para os anos seguintes.
- ➡️ Para 2025, a estimativa caiu de 4,32% para 4,31%, na oitava redução consecutiva;
- ➡️ Para 2026, houve leve alta, de 4,05% para 4,06%;
- ➡️ Para 2027, a projeção permaneceu estável em 3,80%.
Em relação à atividade econômica, o mercado manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 em 2,26%. Para 2026, ano de eleições presidenciais, a expectativa também não mudou e segue em 1,80%.
No câmbio, após o dólar ter recuado mais de 11% em 2025 — movimento influenciado pelos juros elevados no Brasil — e encerrado o ano cotado a R$ 5,4887, os economistas projetam que a moeda norte-americana termine 2026 em R$ 5,50.
Bolsas globais
Os mercados em Wall Street iniciaram a semana com leve alta nos contratos futuros, após perdas na semana anterior. O movimento é impulsionado pelo setor de petróleo, que reage à captura de Nicolás Maduro pelos EUA em uma operação militar no fim de semana.
Investidores acreditam que a mudança no comando da Venezuela pode abrir espaço para empresas americanas acessarem as maiores reservas de petróleo do mundo, embora o embargo siga em vigor.
As ações de companhias como Exxon Mobil e Chevron subiam com força, assim como empresas de serviços petrolíferos, mesmo com os preços do petróleo recuando diante de temores de excesso de oferta.
Nos futuros, o Dow Jones estava estável, enquanto o S&P 500 avançava 0,28% e a Nasdaq subia 0,65%.
As bolsas europeias operavam em alta, também impulsionadas pelo setor de defesa, que reagiu à ação militar dos EUA na Venezuela.
Além disso, empresas como Rheinmetall, Hensoldt e Leonardo registravam fortes ganhos, refletindo expectativas de aumento nos orçamentos militares e possíveis novos desdobramentos geopolíticos, incluindo tensões envolvendo a Groenlândia.
Por volta das 6h26 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,48%, a 599,01 pontos. Em Londres, a alta era de 0,22%; Paris subia 0,31%; Frankfurt ganhava 0,84%; Milão avançava 0,47%; Madri tinha alta de 0,33%; enquanto Lisboa destoava, com queda de 0,97%.
Já as bolsas asiáticas fecharam em forte alta, impulsionadas pelo setor de defesa.
Em Tóquio, ações de fabricantes como IHI Corp e Mitsubishi Heavy Industries dispararam, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, renovou recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo, apoiado também por papéis de tecnologia.
No fechamento, o Nikkei subiu 2,97%, a 51.832,80 pontos; o Kospi avançou 3,43%, a 4.457,52 pontos; e o Taiex, em Taiwan, ganhou 2,57%, a 30.105,04 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng ficou praticamente estável, com alta de 0,03%, a 26.347,24 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,38%, a 4.023,42 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 2%, a 2.581,52 pontos.







