Os preços globais dos alimentos subiram 0,9% em fevereiro em relação a janeiro, encerrando um período de cinco meses de quedas consecutivas. O aumento ocorreu devido às altas dos cereais, óleos vegetais e de vários tipos de carnes, que compensaram quedas em queijos e açúcar, segundo dados do Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), divulgado nesta sexta-feira (6/3). No entanto, o indicador ainda está 1% abaixo do patamar de fevereiro de 2025.
No grupo de cereais, houve um aumento de 1,1% em relação ao mês anterior, causado por cotações maiores do trigo, que refletem informações sobre geadas em lavouras de partes da Europa e dos EUA, além de problemas logísticos com os grãos da Rússia e da região do Mar Negro. A FAO também informou uma nova previsão para a produção mundial de trigo em 2026, estimada em 810 milhões de toneladas, uma queda de 3% em relação a 2025.
No caso dos óleos vegetais, o índice da FAO aumentou 3,3% na comparação mensal, atingindo o maior nível desde junho de 2022. Os preços do óleo de palma subiram, devido à demanda internacional firme e uma oferta menor no Sudeste Asiático. O óleo de soja também aumentou, com as expectativas de medidas de apoio aos biocombustíveis nos EUA.
As carnes aumentaram 0,8%, com as cotações da carne ovina alcançando um recorde. Os preços da carne bovina também aumentaram, com forte demanda na China e nos Estados Unidos.
Já o índice para os produtos lácteos recuou 1,2%, influenciado pelos preços menores dos queijos. Outra queda importante foi do açúcar, com baixa de 4,1% na comparação mensal e de 27,3% na anual, com as expectativas de forte oferta global nesta safra.






