O Carnaval é sinônimo de festa e celebração, mas também concentra comportamentos que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular. O aumento no consumo de bebidas alcoólicas, somado a noites mal dormidas, alimentação irregular e longos períodos de esforço físico, cria um cenário que exige atenção especial à saúde do coração.
Dados do Observatório da Saúde Pública mostram que 28,2% da população brasileira consome bebidas alcoólicas, um índice que tende a se intensificar em períodos festivos. Durante o Carnaval, esse padrão se associa a rotinas mais intensas, o que ajuda a explicar o aumento de queixas relacionadas a mal-estar, palpitações e elevação da pressão arterial.
O comportamento de consumo também se reflete no comércio. Um levantamento do Itaú Unibanco apontou crescimento de 13% nas vendas realizadas durante o período do Carnaval de 2025, reforçando o impacto da festa sobre os hábitos da população, inclusive o consumo de bebidas alcoólicas.
Para o cardiologista Dr. Henrique Furtado, o risco está na combinação de fatores comuns da festa. “Durante o Carnaval, muitas pessoas bebem mais do que o habitual, dormem pouco, passam horas expostas ao calor e realizam esforço físico prolongado. Essa soma aumenta a exigência sobre o coração e pode desencadear sintomas como palpitação, tontura, cansaço fora do normal e falta de ar, inclusive em pessoas que não têm diagnóstico prévio de doença cardíaca. Esses sinais não devem ser ignorados e precisam de avaliação médica”, orienta.
A recomendação é aproveitar o Carnaval com moderação e atenção aos limites do corpo. Hidratação adequada, pausas para descanso, alimentação regular e consumo responsável de álcool ajudam a reduzir os riscos cardiovasculares. Caso os sintomas persistam ou se intensifiquem, a orientação é procurar atendimento médico.






