O câncer de intestino está entre os tumores mais frequentes no mundo e tem chamado a atenção de especialistas pelo aumento de diagnósticos em pessoas mais jovens. A doença, também conhecida como câncer colorretal, está associada a diversos fatores, entre eles hábitos de vida, alimentação e condições metabólicas.
Apesar da alta incidência, um dos principais desafios no combate ao câncer de intestino é que ele pode evoluir por muito tempo sem provocar sinais claros. Isso faz com que muitos casos sejam descobertos apenas em fases mais avançadas da doença.
“Ele é silencioso. Nas fases mais avançadas, surgem os sintomas alteração do ritmo intestinal, mudança no padrão das evacuações, afilamento das fezes, presença de muco ou sangue nas fezes, anemia sem causa definida, perda de peso sem explicação e dores abdominais recorrentes”, explica a coloproctologista Geanna Resende, do Instituto Órion do Aparelho Digestivo.
Esses sinais podem ser confundidos com outros problemas gastrointestinais, o que reforça a importância de procurar avaliação médica sempre que houver mudanças persistentes no funcionamento do intestino.
Sintomas do câncer de intestino
- O câncer colorretal não apresenta sintomas em seu estágio inicial e, quando os sinais começam a surgir, em geral são inespecíficos.
- Quando o tumor causa sintomas, muitas vezes, já está em uma fase mais avançada.
- Os sintomas mais comuns incluem alteração do ritmo intestinal, presença de sangue nas fezes, cólicas ou desconforto abdominal, sensação de empachamento, perda de peso e anemia.
Rastreamento é fundamental
A prevenção e o diagnóstico precoce são considerados as estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade associada à doença. Isso porque a maioria dos cânceres de intestino se desenvolve lentamente, a partir de pólipos, que são tumores inicialmente benignos.
Com o passar dos anos, essas lesões podem sofrer alterações celulares e se transformar em tumores malignos.
Nesse cenário, a colonoscopia desempenha um papel essencial, pois permite identificar e retirar esses pólipos antes que evoluam para câncer.
“Caso você não apresente nenhum sintoma e não tenha histórico familiar de câncer ou pólipos intestinais, o consenso é iniciar o rastreamento por meio da colonoscopia aos 45 anos, independentemente do sexo. Quando há casos na família, o exame pode precisar ser feito mais cedo”, explica Geanna Resende.
Como reduzir o risco da doença?
Obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool e tabagismo estão entre os principais fatores associados à doença. Por isso, além do rastreamento, mudanças no estilo de vida são importantes para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de intestino.
Adotar uma alimentação rica em fibras, manter uma rotina de atividade física, evitar o cigarro e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas são medidas que ajudam a proteger a saúde intestinal.
A oncologista Daiana Ferraz, da Cetus Oncologia, destaca que a combinação entre prevenção e atenção aos sintomas pode fazer diferença no prognóstico da doença.
“É fundamental realizar exames de rastreamento, como a colonoscopia, especialmente a partir dos 45 anos ou antes quando há histórico familiar. Também é importante ficar atento a qualquer sinal suspeito e procurar avaliação médica. O diagnóstico precoce e a prevenção podem salvar vidas”, finaliza.







