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Colégio Estadual de Itacajá desenvolve trabalho de interação entre escola e comunidades indígenas

Unidade escolar promoveu uma visita a Aldeia Manoel Alves e está tendo destaque nos estudos da coleção didática Minha África Brasileira e Povos Indígenas

Ascom por Ascom
07/11/2024
em Tocantins
Tempo de leitura: 4 minutos
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Alunos do Colégio Estadual de Itacajá visitam aldeia Manoel Alves

Alunos do Colégio Estadual de Itacajá visitam aldeia Manoel Alves

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Com o objetivo de compreender a herança cultural africana e indígena de uma forma mais intensa, a professora de História, Solange Brandão, que leciona no Colégio Estadual de Itacajá, está aproveitando a coleção didática Minha África Brasileira e Povos Indígenas para promover importantes reflexões e integração entre a escola e as comunidades indígenas.

Essa ação faz parte do projeto Poder Afro, criado pelo Governo do Tocantins, em junho de 2024, com a finalidade de combater o racismo nas escolas estaduais, e desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

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A coleção Minha África Brasileira e Povos Indígenas foi adquirida pela Seduc, sendo uma das ações do Governo do Estado para ampliar o ensino e a aprendizagem sobre a história e culturas africanas, afro-brasileira e indígena.

Por meio de metodologias ativas, Solange engajou os estudantes em uma abordagem profunda e crítica da herança cultural africana e indígena no Brasil, proporcionando uma base teórica sólida.

Essa preparação foi especialmente relevante diante do tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2024), “Desafios para a Valorização da Herança Africana no Brasil“.

E como prática dos estudos em sala de aula, a escola promoveu uma visita à Escola Estadual Indígena 19 de Abril, localizada na Aldeia Manoel Alves, em Goiatins, com os alunos que estão concluindo o Ensino Médio.

Essa visita teve a finalidade de promover a interculturalidade entre o Povo Krahô e a população urbana de Itacajá.

Projeto Poder Afro

A professora Solange explicou que participou da formação do projeto Poder Afro e quando retornou à escola, compartilhou as suas aprendizagens com os demais professores da unidade de ensino.

“Uma das ações foi identificar alguns estudantes tímidos, que estavam afastados das atividades escolares e, por meio de algumas ações, demonstramos suas habilidades, mostramos que eles têm talento e que podem alcançar os seus objetivos. Percebemos uma transformação, esses estudantes estão se destacando na oratória, no audiovisual e estão demonstrando o valor do protagonismo juvenil”, esclareceu.

A professora conta com as parcerias de outros docentes, um deles é o que coordena as Eletivas Contadores de História, da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, que está resgatando as histórias das raízes africanas.

Outro parceiro é o professor da Eletiva O Poder das Plantas, de Ciências da Natureza, que utiliza a temática afrodescendentes para pesquisar os trabalhos dos raizeiros.

E um professor de Matemática está desenvolvendo um trabalho de pesquisa sobre os esportes praticados pelas matrizes africanas, projeto que está inscrito no Prêmio Escola que Transforma.

A coleção

A professora Solange Brandão fala sobre os materiais específicos. “Eu vejo que foi uma ótima iniciativa esse projeto Poder Afro porque agora temos materiais completos para trabalhar em sala de aula”, frisou.

Gabriela Fernanda do Carmo, diretora de Currículo e Avaliação da Aprendizagem da Seduc, destacou a importância dos materiais didáticos específicos.

“A coleção Minha África Brasileira e Povos Indígenas desenvolve nos estudantes um conjunto de valores, atitudes e habilidades vinculados à história e cultura afro-brasileira, desenvolvendo uma consciência de empoderamento, por meio da valorização do biotipo, da língua, da música, da poesia, das vestimentas, da religião, enfim, elementos que constituem as diversas etnias afro. O trabalho com a coleção pode ser desenvolvido de forma interdisciplinar, promovendo a autonomia, o respeito ao próximo, a cooperação, o pensamento crítico e a argumentação, de forma contextualizada e próxima à realidade do estudante“, explicou Gabriela.

O estudante Celso Manoel Paixão de Souza, 18 anos, da 3ª série do ensino médio, participou da visita à aldeia e compartilha as suas percepções.

“Foi um momento de aprendizado tanto para os alunos e professores quanto para os indígenas. Aprendemos sobre a cultura, a política e relações sociais do cotidiano da aldeia. Como também foi um momento para sanar as dúvidas, conversamos com os líderes da aldeia. Penso que foi produtivo, principalmente para promover uma mudança na forma de pensar e em atitudes e foi gerado consciência e respeito com os indígenas“, afirmou.

A estudante Sarah Alves dos Santos, 16 anos, da 2ª série do ensino médio, comentou sobre os estudos.

“Estamos aprendendo mais sobre a valorização das raízes africanas, o conhecimento sobre as culturas indígenas e as lutas enfrentadas por africanos ao longo da história“, ressaltou.

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