A primeira segunda-feira de 2026 (5/1) deve ser marcada por uma mudança relevante no padrão do clima em parte do Brasil, em razão do avanço de uma frente fria. A chegada da primeira massa de ar polar do ano ao litoral das regiões Sul e Sudeste deve provocar a queda das temperaturas e amenizar o calor das últimas semanas.
De acordo com a Climatempo, embora não seja intensa, a incursão de ar frio será suficiente para interromper, ainda que de forma temporária, o abafamento registrado nos últimos dias. A frente fria também contribui para organizar áreas de instabilidade e favorece a formação de um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), mantendo o padrão chuvoso em várias regiões.
Queda de temperaturas
Os efeitos do ar polar serão mais evidentes no Sul do país. As temperaturas mínimas caem de forma significativa, sobretudo no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Em áreas da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense, os termômetros podem registrar valores abaixo dos 10°C nas primeiras horas da manhã, enquanto as tardes ficam mais amenas, principalmente na metade leste da região.Play Video
Segundo a Climatempo, o padrão deve persistir até o início da semana, com retomada gradual do aquecimento a partir desta terça-feira (6/1).
No Sudeste, o refresco também será sentido, especialmente no leste do estado de São Paulo e na Região Metropolitana da capital paulista, onde esta segunda já deve ter redução das temperaturas máximas e mínimas. No Rio de Janeiro, inclusive na capital, a queda será mais sutil, sem expectativa de frio intenso.
Para o Centro-Oeste a previsão é de chuvas fortes para toda a primeira semana do ano, que só devem diminuir ao longo da segunda quinzena do mês. A região está sob alerta de perigo para chuvas intensas e tempestades. Dentre as capitais da região, Goiânia e Brasília devem ser as únicas a permanecer abaixo da faixa dos 30ºC, enquanto Cuiabá e Campo Grande podem chegar perto dos 40ºC.
No Nordeste, predominam pancadas irregulares e calor, especialmente na faixa entre o litoral do Maranhão e o Sul da Bahia, enquanto o Norte registra instabilidades localizadas, com chuvas menos intensas e mal distribuídas.







