Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro se manifestou, nesta terça-feira (24/3), após ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que pretende recorrer da decisão e contestou as conclusões do julgamento.
Castro disse que recebeu a decisão com “grande inconformismo”.
“Reitero meu absoluto respeito aos Ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro”, declarou.
Na mensagem, Castro declarou ainda que sempre atuou dentro da legalidade. “Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”, escreveu.
Por fim, o ex-governador informou que pretende recorrer. “Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, escreveu.
Decisão do TSE
O TSE decidiu tornar Castro inelegível por abuso de poder político e econômico. O placar foi de 5 votos a 2, com divergência dos ministros Nunes Marques e André Mendonça. A inelegibilidade tem duração de oito anos e passa a contar a partir de 2022, quando o ilícito foi considerado cometido. Ainda cabem embargos de declaração contra a decisão.
O julgamento havia sido interrompido em 10 de março após pedido de vista e foi retomado nesta terça-feira (24/3). A maioria dos ministros acompanhou o voto da relatora, ministra Isabel Gallotti, que entendeu que Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), incorreram em abuso de poder político.
Antes da conclusão do julgamento, Castro renunciou ao cargo de governador.







