Na abertura do segundo pregão de abril na bolsa de Nova York, o cacau registra forte valorização para os contratos de maio e junho, de 3,06% e 3,42%, respectivamente. O preço dos lotes de primeira posição (de maior liquidez) estão a US$ 8.446 por tonelada na manhã desta quarta-feira (2/3).
Analistas entendem que este é um movimento de correção técnica, pois não há novidades no cenário cacaueiro.
Segundo o analista Rich Asplund, do site Barchart, a desaceleração das exportações da amêndoa na Costa do Marfim é um dos indicativos da alta. A estratégia de um dos maiores produtores de cacau do mundo seria segurar a commodity para o mercado doméstico, já que as últimas safras não apresentaram volumes expressivos para suprir a demanda internacional.
“A preocupação com a próxima safra da Costa do Marfim está apoiando os preços do cacau. A safra média é a menor das duas colheitas anuais de cacau, que normalmente começa neste mês”, explica o analista em boletim. Além disso, estoques mais baixos também dão suporte às cotações dos futuros com entrega para maio e junho.
O algodão também continua em uma reação de alta, ainda que leve. Nesta manhã, a pluma com entrega para maio está cotada em 68,41 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,23%. As previsões de redução de 12% na área de plantio nos Estados Unidos pesam sobre os preços da pluma.
Em contraste, no campo positivo influenciados por correções técnicas estão os papéis de maio de café e açúcar. O arábica opera a US$ 3,8415 a libra-peso, com recuo de 1,26%. As preocupações com a falta de chuvas e proximidade de colheita no Brasil estão no radar do mercado.
Já o demerara de mesmo prazo cai 0,62%, precificado a 19,23 centavos de dólar por libra-peso. Apesar da queda, a commodity vem se mantendo no patamar dos 18 a 19 centavos de dólar por libra-peso há pelo menos três semanas.