Em ascensão no Brasil, o serviço de hospitalização domiciliar já movimenta R$ 12,3 bilhões por ano, gera mais de 103 mil postos de trabalho e atende cerca de 346 mil pacientes anualmente. Os dados são do último Censo da Atenção Domiciliar, realizado pelo Núcleo Nacional de Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, com base nos anos de 2021 e 2022. Segundo o levantamento, a pandemia impulsionou um crescimento de 35% na procura por esse tipo de assistência.
Em Palmas, o cenário acompanha a tendência nacional. Mas o que explica, na prática, essa escolha cada vez mais frequente pelo cuidado em casa? O aumento da demanda por cuidados fora do ambiente hospitalar reflete mudanças no perfil dos pacientes, no envelhecimento da população e na busca das famílias por alternativas mais seguras e acolhedoras à internação prolongada.
Estudos já apontam que fatores emocionais influenciam diretamente o processo de recuperação. Para o gestor da Infinity Home Care, Domingos Quirino, essa relação é percebida diariamente na rotina de atendimento. “Mesmo trabalhando com essa área há muitos anos, a gente ainda se surpreende com a resposta dos pacientes tratados em casa. Eles ficam mais tranquilos, mais à vontade, cercados pela família. Esse ambiente menos estressante faz diferença real na evolução do quadro de saúde”, relata.
O modelo de home care é indicado, principalmente, para pacientes clinicamente estáveis que precisam de cuidados contínuos, para casos de reabilitação ou tratamentos mais complexos no domicílio, como pós-operatórios, doenças crônicas, uso de oxigenoterapia ou cuidados paliativos. Nessas situações, a assistência domiciliar substitui a internação hospitalar prolongada, mantendo acompanhamento profissional e segurança, sem afastar o paciente do convívio familiar.
Além do conforto, o atendimento domiciliar permite uma abordagem mais humanizada e personalizada, com menor risco de infecções hospitalares e custos, em geral, inferiores aos de uma internação tradicional. “No home care, o cuidado se adapta à rotina da casa e às necessidades do paciente. Além disso, os equipamentos e medicamentos são os mesmos e, em muitos casos, até mais modernos do que os utilizados em hospitais”, destaca Domingos Quirino. Ainda assim, a escolha pela assistência domiciliar exige atenção: é fundamental que as famílias verifiquem a qualificação da equipe, a estrutura oferecida e o compromisso ético do serviço contratado.






