Entre as diferentes formas de pagamento para os empreendedores, os boletos foram os que mais cresceram, passando de 27%, em 2022, para 46%, em 2025.
O método de pagamento alcançou o primeiro lugar, seguido pelo cartão de crédito, que permaneceu em 43% no período analisado; pelo empréstimo bancário, que saiu de 35% para 39%; e pelo financiamento de bens e equipamentos, saindo de 35% para 42%.
Os dados são da Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios, realizada em parceria pelo Sebrae e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o volume de burocracia, a exigência de garantias e as altas taxas de juros funcionam como barreira que dificulta a vida das micro e pequenas empresas.
“Por essas razões, os empreendedores acabam buscando financiamento fora dos bancos e optando pelo cartão de crédito ou a negociação de prazo com os fornecedores. O Acredita Sebrae deve chegar este ano a R$ 12 bilhões de crédito assistido para apoiar os pequenos negócios. O cartão de crédito pode ser utilizado, mas sempre de forma planejada”, afirmou.
Segundo o Sebrae, para aprovar pequenos negócios a se livrarem dos juros altos, a instituição tem atuado por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe).
Somente nos cinco primeiros meses de 2025, a iniciativa que integra o Programa Acredita, do governo federal, viabilizou R$ 1,6 bilhão em financiamentos, um crescimento de 32% em comparação a 2024.
“Já verificamos que 88% dos pequenos negócios não conseguiam crédito por falta de quem validasse. Por meio do Fampe, garantimos segurança, crédito assistido e longevidade aos pequenos negócios”, afirmou Décio Lima.
Além disso, com o Acredita Microcrédito, fundo de aval para operações fora do sistema financeiro tradicional, como bancos comunitários, moedas sociais, programas de microcrédito de prefeituras e estados, a expectativa é de atingir um montante de R$ 250 milhões de crédito.
“Crédito, quando usado de forma planejada, é um instrumento de crescimento, não de endividamento. Ele permite comprar insumos mais baratos, investir em estoque, modernizar máquinas, aproveitar oportunidades e até atravessar um momento de queda no faturamento. Mas, para funcionar, precisa ser consciente, ou seja, adequado ao tamanho do negócio, ao fluxo de caixa e ao objetivo da operação”, ressaltou o presidente.






