O Brasil deve colher uma safra de 353,4 milhões de toneladas de grãos, informou nesta sexta-feira (13/3) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O número representa um crescimento de 0,3% em relação ao ciclo 2024/25, o que mantém a projeção de recorde. Em relação ao levantamento anterior, divulgado em fevereiro, o número não se alterou.
A divulgação ocorre num momento em que as principais culturas de primeira safra encontram-se na fase de colheita. Embora o volume total da produção tenha se mantido em relação ao divulgado em fevereiro, houve pequenas alterações em alguns cultivos.
“Em relação ao clima, fevereiro foi marcado por concentração de precipitações. Na maioria das regiões produtoras, as chuvas foram suficientes para a manutenção do armazenamento hídrico no solo, mas o excesso em alguns Estados atrasou os trabalhos de colheita e de implantação da segunda safra”, resumiu o gerente substituto de acompanhamento de safras da Conab, Marco Antônio Chaves
Recorde na soja
No caso da soja, principal produto agrícola do país, a produção é calculada em 177,8 milhões de toneladas, alta de 3,7% em relação à safra passada. Caso essa estimativa seja confirmada, será um recorde. No levantamento anterior, a Conab previa 178 milhões de toneladas. Cerca de 50% da área semeada já foi colhida, segundo o órgão, mas as chuvas atrasaram os trabalhos, principalmente em Minas Gerais e Goiás.
A perspectiva de recorde na soja é sustentada pelo aumento de área plantada e de produtividade. “Apesar do atraso na implantação da lavoura, principalmente devido à regularidade das chuvas em outubro e novembro, o desenvolvimento da cultura foi considerado satisfatório na maioria dos Estados produtores”, resumiu Chaves. No Rio Grande do Sul, porém, a irregularidade nas precipitações afetou o potencial produtivo da cultura.
Milho recua
O cultivo de milho, somando as três safras, deve alcançar 138,3 milhões de toneladas, um recuo de 2% em relação ao ciclo anterior. Houve uma pequena queda em relação ao levantamento de fevereiro, quando eram estimadas 138,4 milhões de toneladas.
“As precipitações ocorridas no período favoreceram o desenvolvimento do cereal em praticamente todas as regiões produtoras, com exceção do Centro-Norte da Bahia e algumas regiões do Piauí e Maranhão”, afirmou Chaves. No milho primeira safra, o percentual de área colhida chegou a 29,5%, dentro da média dos últimos anos.
Arroz e feijão em queda
A produção de arroz está prevista em 11,2 milhões de toneladas, redução de 12,4% em relação à safra passada, influenciada pela cotação do cereal. Apesar da queda, a produção reagiu em relação ao que era previsto em fevereiro, quando a Conab calculava um volume de 10,9 milhões de toneladas. O plantio já foi finalizado, e a colheita avança.
No caso do feijão, a produção total das três safras é calculada em 2,9 milhões de toneladas, 4,7% abaixo do ciclo anterior. De acordo com Chaves, mesmo com a redução, a expectativa é de que a produção tanto de arroz quanto de feijão seja suficiente para abastecer o mercado interno, além de algum volume para exportação.
Algodão
Para o algodão, cultura que já teve o plantio concluído, a estimativa da estatal é de redução de uma produção de pluma de 3,8 milhões de toneladas. A área teve nova redução neste levantamento e está estimada em 2 milhões de hectares, reflexo da redução das cotações.







