Após um ano e seis meses, a China vai derrubar a suspensão para a importação de frango com origem no Rio Grande do Sul. O embargo para o produto gaúcho está em vigor desde julho de 2024, quando foi registrado um caso da doença de Newcastle em uma granja comercial em Anta Gorda (RS).
“Com base nos resultados da análise de risco, as restrições da Doença de Newcastle no Rio Grande do Sul, Brasil, são suspensas a partir da data deste comunicado”, informa documento da agência aduaneira da China (GACC), publicado no dia 16 de janeiro. “Agora, nos próximos, a GACC vai reativar as habilitações (das plantas frigoríficas embargadas)”, explica o adido agrícola na Embaixada do Brasil em Beijing, Leandro Diamantino Feijó.
“Com esse anúncio, não resta mais qualquer tipo de restrição aos embarques de carne de frango à China, seja do Brasil, seja do Rio Grande do Sul”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua. Uma declaração oficial do Mapa sobre o retorno das exportações gaúchas de frango é esperada ainda nesta terça-feira (20/1).
No entanto, até às 12h, as oito plantas frigoríficas gaúchas embargadas pelos chineses seguiam com restrições de vendas, segundo o sistema da GACC. Entre elas, estão duas unidades da BRF e duas da JBS, além de plantas da Minuano, Agrosul, Aurora e Languiru.
Em novembro de 2025, a China suspendeu o embargo às importações de produtos avícolas do Brasil, medida que havia sido adotada em razão do caso de gripe aviária registrado em maio do ano passado em uma granja comercial em Montenegro (RS). Entretanto, na ocasião, as plantas frigoríficas do Rio Grande do Sul não foram incluídas nas liberações de vendas para o mercado chinês.
Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), disse que o processo para reabertura envolveu diálogo permanente com as autoridades chinesas, envio de informações detalhadas, comprovação das ações de controle e erradicação, e alinhamento aos protocolos internacionais de saúde animal.
“Com a reabertura, é concluído mais um passo relevante no processo de normalização plena dos fluxos comerciais, reforçando a posição do Brasil como fornecedor confiável e previsível de proteína animal no mercado global”, acrescentou a ABPA.
No ano passado, as exportações brasileiras de frango para a China atingiram 247,97 mil toneladas, queda de 55,8% em relação a 2024, segundo dados do Ministério da Agricultura. Apesar da redução, a ABPA destaca que a China é um dos principais destinos da carne de frango do Brasil, com papel considerado estratégico para o equilíbrio do comércio internacional do setor.






