O presidente do MDB do Rio de Janeiro, Washington Reis, anunciou nesta segunda-feira (9/3) que a sigla anulou a filiação do ator Dado Dolabella ao partido.
Reis afirmou ao Metrópoles que a decisão foi tomada em conjunto com a direção nacional da sigla. Segundo ele, o partido ouviu os “apelos da sociedade civil e de dirigentes”.
O ator havia se filiado ao MDB na última terça (3/3) com a promessa de disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026 pelo Rio de Janeiro.
O anúncio levou a uma onda de protestos e críticas dentro e fora do partido. Ao Metrópoles, Reis disse que não tinha conhecimento prévio do passado do ator, condenado por agressões a mulheres.
Lideranças da sigla e de movimentos sociais criticaram a possibilidade de Dado disputar um cargo político e a abertura do MDB para a sua candidatura.
A secretaria nacional de Mulheres do partido chegou a repudiar publicamente a medida e a avaliar apresentar um recurso contra a filiação.
O MDB afirmou a decisão de barrar a entrada do ator na sigla é uma “vitória de emedebistas, especialmente das mulheres, que haviam se manifestado contrariamente”.
“A medida está alinhada ao histórico do MDB de dar voz às mulheres e de ampliar a participação feminina no partido, o único a prever em estatuto a presença delas em todos os diretórios”, disse o partido.
Condenações
Dado Dolabella acumula condenações por agressões contra mulheres. A primeira ocorreu em 2010, quando foi condenado por lesão corporal contra uma ex-namorada e uma camareira. Ele admitiu ter cometido as agressões.
No ano passado, em outro caso, o ator foi condenado por tapas e socos contra o rosto de outra ex-namorada. A pena fixada foi de dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto. A defesa de Dado Dolabella recorreu.
Ao se anunciar como pré-candidato à Câmara, Dado afirmou que pretende “restabelecer o equilíbrio na família”. Pouco depois, em suas redes sociais, o ator se classificou como um “injustiçado” e vítima do “sistema”.






