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Crise dos insumos: Empresas em recuperação judicial têm mais de R$ 9 bilhões em dívidas

Adversidades vão além do caso da distribuidora Agrogalaxy e ainda podem persistir pelas próximas safras

Globo Rural por Globo Rural
18 de março de 2025
em Agricultura e Pecuária
Tempo de leitura: 6 minutos
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Crise dos insumos: Empresas em recuperação judicial têm mais de R$ 9 bilhões em dívidas

No quarto trimestre de 2024, havia 45 companhias do segmento nessa situação, alta de 80% em relação a igual período um ano antes — Foto: Wenderson Araujo/CNA

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O segmento de insumos agropecuários vive uma crise no país que vai muito além do emblemático caso da distribuidora Agrogalaxy. Cerca de 45 companhias que revendem ou fabricam adubos, defensivos agrícolas e sementes terminaram 2024 em recuperação judicial, conforme levantamentos da consultoria RGF&Associados e do Valor Data. O número, que inclui a própria Agrogalaxy e sete controladas, é 80% superior ao do último trimestre de 2023. E esse volume pode crescer, segundo analistas.

As dívidas envolvidas nos processos de 40 entre as 45 empresas somam cerca de R$ 9 bilhões, conforme dados compilados pelo Valor Data. A Agrogalaxy e suas sete controladas são responsáveis por quase metade desse valor, com R$ 4,6 bilhões envolvidos na recuperação judicial. Não foi possível obter os dados do endividamento de cinco entre as 45 empresas.

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Custos maiores, dívidas altas após investimentos, queda no preço dos grãos, problemas climáticos, elevação na taxa de juros. Essa combinação fez com que muitos produtores perdessem o controle das contas e elevou a inadimplência no campo.

“O aumento dos processos de recuperação judicial na parte de insumos agrícolas vem, principalmente, do crescimento da inadimplência de produtores rurais, em especial os considerados pequenos e médios”, afirma Rafael Pinto, sócio da RGF.

Segundo ele, o número de recuperações judiciais no segmento tende a continuar crescendo nos próximos trimestres, acompanhando a trajetória observada em outros ramos da economia.

Em boa parte, dizem analistas, a crise dos insumos reflete a combinação de queda dos preços dos grãos, problemas climáticos e alta de custos, que afetaram a demanda e a capacidade de pagamento dos produtores rurais. Mas o crescimento acelerado nos tempos de bonança também contribuiu para a crise, como foi o caso da Agrogalaxy, que pediu recuperação judicial em setembro do ano passado.

Na avaliação de Bruno Fonseca, analista sênior do Rabobank, algumas revendas de insumos fizeram aquisições agressivas enquanto o custo do dinheiro estava caro. “Isso contribuiu para o caso da grande empresa que vimos”, diz o especialista, sem citar nominalmente a Agrogalaxy.

Vale ressaltar que a crise reflete as condições de uma parcela do agronegócio brasileiro, uma vez que existiram grupos empresariais e produtores que conseguiram contornar as adversidades ocorridas nos últimos anos.

A origem da crise

À Globo Rural, Eron Martins, CEO da Agrogalaxy, elenca as razões que considera terem levado a empresa à recuperação judicial. Segundo ele, até 2022, os produtores vinham em uma crescente de rentabilidade, com preços da soja atingindo R$ 200 por saca e margens acima de 60%.

Em 10 de março de 2022, o indicador da soja Cepea/Esalq, com base em Paranaguá (PR), bateu a máxima de R$ 207,14 por saca de 60 quilos da oleaginosa.

“De 2023 pra cá, uma série de fatores fez com que esse produtor passasse a ter margens em níveis abaixo de 10%”, diz.

No meio desse caminho, em fevereiro de 2022, começou a guerra entre a Rússia e Ucrânia, dois dos principais fornecedores de fertilizantes do mundo. O preço do insumo disparou, com reflexo negativo no Brasil que importa cerca de 90% de sua necessidade de adubos.

Ao mesmo tempo, os preços dos agrotóxicos também estavam em níveis elevados, em meio a dificuldades na cadeia de suprimento de produtos importados da China e à alta dos custos com fretes marítimos.

Isso significa que as compras de insumos feitas em 2022 para o plantio da safra 2022/23 corroeu boa parte das margens de lucro dos produtores rurais.

Preços dos grãos x clima

Na outra ponta, as cotações da soja entraram em uma trajetória de queda até o ano passado devido ao avanço da oferta global. Em janeiro de 2024, a saca de soja estava cotada a R$ 115 em Paranaguá (PR), 44% abaixo do patamar de 2022, e um valor que não era visto desde julho de 2020, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.

Quando a renda caiu, muitos produtores estavam endividados porque tinham investido em máquinas e expansão, acrescenta.

Soma-se a isso a ocorrência de quebras de safra por seca ou excesso de chuvas, como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, e o avanço gradativo nas taxas de juros como estratégia macroeconômica para frear a inflação do país.

Lavoura de milho atingida por enchentes em Arroio do Meio (RS)  — Foto: Emater-RS / Divulgação
Lavoura de milho atingida por enchentes em Arroio do Meio (RS) — Foto: Emater-RS / Divulgação

“Quando você baixa a rentabilidade do produtor, tem dinheiro caro, e, principalmente, anos de desafios climáticos, isso gera um desafio para o produtor pagar as contas, e daí vem a inadimplência”, argumenta o CEO da Agrogalaxy.

Outro fator que prejudicou o segmento de insumos, afirma ele, foi a formação de estoques, que derrubou preços.

Recuperações judiciais

Em setembro de 2024 a Agrogalaxy pediu recuperação judicial, chamando a atenção do mercado para o cenário. Naquele trimestre, porém, 32 revendas e fabricantes de insumos já estavam em recuperação judicial, segundo os dados do Monitor RGF.

Desde que a recuperação judicial da Agrogalaxy foi deferida em outubro do ano passado, a direção da empresa acelerou estratégias de ajuste que vinham sendo adotadas. O plano incluiu o fechamento de lojas (passando de 149 para 73), simplificação da gestão, redução da exposição em fertilizantes (que exigiam mais capital de giro) e parcerias com os fornecedores que darão suporte à empresa durante esse período adverso.

“Vamos passar por essa dificuldade, o agro é bastante resiliente e tem possibilidade de grande melhoria no futuro”, estima o CEO em tom otimista.

Outro grupo em recuperação judicial desde o fim 2024, o B&F Agro, focado na produção de grãos e revenda de insumos em Mato Grosso do Sul, busca reestruturar dívidas de R$ 360,8 milhões.

De acordo com o advogado Jean Cioffi, do escritório JRCLaw, que representa o B&F Agro, a recuperação judicial dá fôlego para a empresa se reestruturar, e uma das medidas tomadas até agora foi justamente diminuir o peso da área de insumos no negócio da companhia.

“Houve novo posicionamento do Grupo B&F para focar bastante na produção agrícola própria de soja e milho como fonte de receita estável e de longo prazo. Na revenda de insumos, reduziram-se drasticamente os custos e despesas fixas, com o objetivo, ainda, de reduzir o portfólio de produtos atendidos para focar em linhas mais rentáveis”, afirma.

A empresa cultiva grãos em 3,47 mil hectares em Mato Grosso do Sul e as perspectivas para a safra 2024/25 são boas, segundo ele.

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