O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6/10) que vai participar de debates presidenciais do segundo turno da corrida presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Vou participar de debates. Eu acho que são importantes. Porque eu sempre quis. Eu quero comparar os programas de governo. Eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo. E eu tenho a convicção de que a gente vai sair vitorioso”, disse o senador à imprensa após reunião com políticos da base bolsonarista em Brasília.
O primeiro turno das eleições ocorreu nesse domingo (4/10). Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e ficou à frente de Lula (PT), que teve 45,16%. No primeiro turno, não houve um debate direto entre os dois principais candidatos. O segundo turno está previsto para o dia 25 de outubro.
“Mais uma vez, eu queria que tivesse acontecido o debate, em especial o último. Que houve uma interferência dos ministros do Lula, tanto no Tribunal Superior Eleitoral como no Superior Tribunal Federal”, alegou Flávio. “Eles interferiram num debate. Afrontaram a liberdade de imprensa, quebraram a regra do debate que todos tinham concordado, inclusive o PT”, complementou.
Debate 1° turno
O último debate presidencial na televisão brasileira antes do primeiro turno seria o da TV Globo, na quinta-feira passada (1°/10). O presidente Lula (PT) recusou o convite ao debate.
Após isso, a programação contava com os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) – este último, após decisão judicial determinando sua inclusão.
A Globo pretendia exibir uma cadeira vazia com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), devido à recusa do petista em participar do debate. Porém, uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que isso não poderia ser feito.
Outra decisão judicial sobre o debate foi a determinação do ministro Gilmar Mendes, do STF, para que o candidato Renan Santos (Missão) participasse, por seu percentual de intenção de voto nas pesquisas.
Após as duas decisões, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que não iria mais participar e alegou interferência do Judiciário como justificativa.
A TV Globo acabou cancelando o debate, afirmando que as decisões judiciais causam “insegurança jurídica” e interferem na liberdade de imprensa.







