O policial civil Ronaldo Pereira da Rocha, suspeito de matar Luciano Ferreira da Silva, em uma praia de Couto Magalhães, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado. A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo durante uma discussão por causa de caixas térmicas.
O jovem Luciano, de 28 anos, era filho do vereador de Couto Magalhães, Lindomar Gomes da Silva (PT). O crime aconteceu no dia 19 de julho de 2026, na Praia do Porto Franco.
Na época, a polícia informou que houve uma luta corporal e o suspeito efetuou um disparo que atingiu Luciano. O jovem foi socorrido e levado para a unidade de saúde do município, mas não resistiu aos ferimentos.
O Ronaldo saiu do local em um carro e posteriormente se apresentou na delegacia, onde foi ouvido e liberado. O advogado Antônio Ianowich Filho informou que a defesa recebe com tranquilidade e confiança na Justiça a denúncia ofertada pelo MPTO.
“A instrução do processo demonstrará de forma cristalina a inocência do Policial Civil e o reconhecimento que sua ação ocorreu em legitima defesa própria e de terceiros”, afirma a nota assinada pelo advogado AntÔnio Ianowich Filho.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o servidor foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil no dia 21 de agosto deste ano. Em nota, o órgão também disse que o policial está de licença médica desde o dia 24 de fevereiro de 2026 e, por isso, não exerce atividade nas unidades da Polícia Civil.
Conforme o Ministério Público, a 1ª Promotoria de Justiça de Colinas do Tocantins solicitou, na denúncia, que o policial perca o cargo em caso de condenação, além de pagar uma indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares de Luciano.
A promotoria também pediu prioridade na tramitação do processo e que, após a primeira fase do processo, o acusado seja pronunciado e submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Relembre o caso
Luciano Ferreira trabalhava como garçom na praia de Porto Franco quando foi atingido por um tiro. Na época, o prefeito da cidade, Júlio Cesar (Republicanos), contou que o caso gerou comoção na cidade.
“Luciano foi um jovem amigo, companheiro e admirado por todos pela sua postura e tratamento carinhoso e respeitoso com os outros. Que os amigos enlutados encontrem consolo”, informou em nota de pesar.
Quando o crime aconteceu, o policial civil não exercia mais atividade nas ruas por estar de licença. Em julho, o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO) afirmou que o policial agiu em legítima defesa após ser agredido e disse que essa versão seria comprovada durante a investigação.






