Ampliação do atendimento ortopédico nas UPAs Sul e Norte permite que mais pacientes sejam atendidos perto de casa e reduz a necessidade de encaminhamento hospitalar
A ampliação do atendimento ortopédico nas UPAs Sul e Norte, a partir da gestão compartilhada com a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, já apresenta resultados positivos na rotina da população de Palmas. Pacientes que chegam com dor, queda, torção, suspeita de fratura ou luxação passaram a encontrar nas próprias unidades uma resposta que antes, muitas vezes, exigia encaminhamento para hospitais, especialmente o Hospital Geral de Palmas, referência para casos de maior complexidade.
Em junho, as duas UPAs registraram 607 atendimentos ortopédicos. No levantamento que embasou o indicador de encaminhamentos, 132 pacientes precisaram ser encaminhados para outro serviço da rede. Na prática, 453 pessoas atendidas pela ortopedia nas UPAs Sul e Norte não precisaram ser transferidas para hospitais, o que representa 77,4% dos casos avaliados pela especialidade.
O volume de atendimentos permaneceu praticamente estável no mês seguinte: em julho, foram registrados 605 atendimentos ortopédicos nas duas unidades. Os dados parciais de agosto já contabilizam outros 533 atendimentos, sendo 263 na UPA Norte e 270 na UPA Sul.
Os procedimentos resolvidos dentro das unidades também cresceram. Em maio, as UPAs realizaram, juntas, 202 procedimentos ortopédicos. Em junho, foram 405, aumento de 100,5%. Entram nessa conta talas, gessos, tipoias, bandagens, imobilizações, reduções de luxação e colares cervicais registrados nas salas de gesso.
Na UPA Sul, os atendimentos ortopédicos passaram de 274 em maio para 296 em junho, crescimento de 8%. Os encaminhamentos ortopédicos caíram de 64 para 33, redução de 48,4%, e os encaminhamentos gerais ao HGP passaram de 407 para 24, queda de 94,1%. Na UPA Norte, os procedimentos ortopédicos realizados na própria unidade passaram de 66 para 171, crescimento de 159,1%.
Para o paciente, o resultado é concreto: menos deslocamento, menos espera e mais chance de resolver o problema perto de casa. Para a rede de saúde, significa organizar melhor os fluxos e manter o HGP mais disponível para os casos que realmente precisam de estrutura hospitalar de maior complexidade. Os dados foram levantados pelas coordenações administrativas das UPAs Sul e Norte, com base no BI e-SUS e no Livro de Controle de Procedimentos da Sala de Gesso.







