O mercado independente de suínos em 2026 tem sido marcado por preços baixos, resultando em prejuízos e até mesmo no encerramento das atividades de alguns produtores, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Além da baixa demanda, há sobreoferta de animais e, consequentemente, de carne, o que tem pressionado as cotações do suíno vivo de forma expressiva.
Em São Paulo, o patamar de comercialização do suíno vivo em julho foi o terceiro menor de toda a série histórica do indicador Cepea/Esalq, com o preço médio em R$ 5,18 o quilo. Em agosto, as cotações estão ainda mais baixas. Na quarta-feira (19/8), o preço médio do animal para o suinocultor paulista estava em R$ 4,95 o quilo, uma queda de 2,94% desde o início de agosto.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é bastante semelhante ao observado em 2022. Para efeito de comparação, o pior momento do mercado naquele ano, nessa mesma praça, foi observado em fevereiro, quando a média era de R$ 5,97 o quilo, em valores reais (deflacionados pelo IGP-DI).
Em Santa Catarina, maior produtor de suínos do Brasil, o recuo é ainda maior. A cotação na quarta-feira estava em R$ 4,61 o quilo, uma queda acumulada de 4,95% desde o início de agosto.







