Candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) voltou a atacar o governo federal nesta terça-feira (18/8) e classificou a atual gestão como um “governo de ladrões”. Ao criticar a política fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Caiado afirmou que a administração federal estaria transferindo para a população o custo de dívidas públicas.
“É um governo de ladrões, em que se enfia a mão no bolso das pessoas para pagar a dívida que eles contraíram.”
As declarações ocorreram durante o evento “O Brasil em Debate com os Presidenciáveis – Ambiente de Negócios, Competitividade e Desenvolvimento Econômico”, realizado em Brasília.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Promovido pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN), pelo Instituto Unidos Brasil (IUB), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pelo Ranking dos Políticos, o encontro reuniu o presidenciável para discutir propostas voltadas à economia e ao ambiente de negócios.
Na sequência, Caiado classificou a situação como “abominável” e defendeu uma reação da sociedade. “É abominável e deveria haver uma repulsa dura de toda a sociedade brasileira.”
Caiado cobra diagnóstico antes de cortes
Durante o evento, o candidato também foi questionado sobre a possibilidade de cortes de gastos e sobre uma eventual reforma administrativa em um futuro governo. Caiado afirmou que não seria possível detalhar, neste momento, quais áreas sofreriam os maiores cortes sem antes conhecer a situação fiscal do país.
Segundo o presidenciável, a dimensão do desequilíbrio nas contas públicas ainda não estaria suficientemente clara. “Ninguém sabe qual é o verdadeiro buraco do governo.”
Caiado, porém, antecipou que pretende promover mudanças na estrutura administrativa e discutir a redução de despesas também com os demais Poderes.
“Vai haver cortes na reforma administrativa e também um avanço no debate com os outros poderes para diminuir os gastos.”
O candidato ponderou que ainda não é possível indicar onde seriam concentradas as reduções.
Ajuste fiscal está entre as prioridades
O controle das contas públicas é um dos principais eixos econômicos do plano de governo apresentado por Caiado para o período de 2027 a 2030.
Com 100 páginas e propostas distribuídas por 26 áreas, o documento defende um ajuste fiscal sem aumento sucessivo de impostos ou cortes generalizados. Entre as medidas previstas estão a revisão de subsídios e benefícios tributários, a contenção do crescimento das despesas obrigatórias e o combate aos chamados supersalários.
O programa também propõe um “Orçamento da Verdade”, com o objetivo de ampliar o controle sobre as contas públicas.







